JHSF (JHSF3): BB Investimentos mantém recomendação de compra

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Reprodução / JHSF

A JHSF (JHSF3) manteve com recomendação de compra pelo BB Investimentos, com preço-alvo 21e de R$ 9,90. Antes, o preço-alvo era de R$ 5,10. A casa atualizou o cenário referente a custos de capital e premissas de crescimento, em relatório específico para a incorporadora e administradora de shopping centers.

Na sessão de quinta-feira (27) na bolsa, a ação da JHSF fechou valendo R$ 7,38, após alta de 0,27%.

O BB lembra que, ao longo do 2T20, houve uma gradual reabertura dos shoppings, apesar de operarem em horário reduzido e com algumas atividades suspensas.

Abra agora sua conta na EQI Investimentos e tenha acesso a soluções customizadas de acordo com seu perfil

“Assim, as vendas dos lojistas no trimestre tiveram queda de 82,4% na comparação anual, com o SSS (vendas mesmas lojas) alcançando -80,3% (-92,1 p.p a/a)”, afirma.

“O SSR (aluguel mesmas lojas) também apresentou queda de 86,9 p.p. na comparação anual, atingindo -78,1%, enquanto a taxa de ocupação atingiu 96,5% (-0,8 p.p a/a)”, segue.

Do lado financeiro, a receita líquida caiu 74,6% na comparação anual.

Em consequência, a margem EBITDA ajustada atingiu 49,1% no 2T20, contra 59,3% no 2T19.

O lucro da empresa subiu 50 vezes no segundo trimestre.

JHSF no auge da pandemia

Ainda, segundo o BB Investimentos, “a JHSF não contabilizou nenhum efeito de linearização de descontos relativos aos impactos do Covid-19 durante o 2T20”.

Devido à suspensão temporária das operações dos shoppings, a companhia cancelou a cobrança de aluguel em abril e maio.

Em junho, foi cobrado o aluguel variável proporcional aos dias de operação.

Além disso, as ações para redução da taxa de condomínio e das taxas do fundo de promoção foram continuadas.

Hotéis e restaurantes

Assim como nos shoppings, os hotéis e restaurantes passaram boa parte do 2T20 com as atividades suspensas.

Foram três dos setores mais afetados pela pandemia.

Dessa forma, no trimestre, os indicadores do segmento foram impactados com diária média (+0,3% a/a), revpar (-66,0% a/a), taxa de ocupação (-34,9 p.p. a/a), couvert médio (-21,7% a/a) e número de couverts (-88,0% a/a).

Consequentemente, a receita líquida diminuiu 88,2% na comparação anual.

E a margem EBITDA ajustada decresceu 236,1 pontos percentuais, também na comparação anual.

Incorporação

A receita líquida atingiu R$ 231,8 milhões, o que representa mais 389,1% na comparação anual.

Entretanto, o resultado é decorrente principalmente do aumento das vendas da Fazenda Boa Vista.

A margem bruta foi de 78,8%, contra 49,6% no 2T19.

Isso apesar de maiores custos decorrentes das vendas da Fazenda Boa Vista e do reconhecimento dos custos com obras.

Assim, a margem EBITDA ajustada atingiu 75,3%, um acréscimo de 33,4 pontos percentuais na comparação anual.

BB mantém recomendação de compra

“Os resultados do 2T20 da JHSF foram positivos”, segundo o BB Investimentos.

“Apesar das restrições do trimestre e dos patamares negativos já esperados para os segmentos de renda recorrente e hotéis e restaurantes, o destaque positivo ficou por conta da divisão de incorporação, que, mais uma vez, impulsionou a receita”, diz o relatório.

A empresa continua implementando medidas para aumentar suas receitas e margens.

“Adicionalmente, estudando a evolução e os movimentos da companhia nos anos recentes, nota-se a transição do segmento principal de renda recorrente para a incorporação”, diz.

“Ademais, também incorporamos ao nosso valuation os resultados da operação de follow-on ocorrida em julho”, conclui.

A oferta resultou num incremento no caixa de R$ 433 milhões e a emissão de mais de 44 milhões de novas ações.