JHSF (JHSF3) tem alta de 26,4% no lucro líquido do 2TRI21

José Azevedo
Jornalista especializado em economia.
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Crédito: Reprodução / JHSF

A JHSF (JHSF3) registrou, no segundo trimestre de 2021, um lucro líquido de R$ 321,4 milhões, número 26,4% maior do que os R$ 254,3 milhões do mesmo trimestre do ano passado.

A variação do lucro veio aquém da alta registrada na receita líquida, que avançou 162,5% na mesma base, chegando a R$ 662,4 milhões.

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Confira o balanço na íntegra.

Principais resultados da JHSF (JHSF3):

Lucro líquido

  • 2TRI21: R$ 321,4 milhões
  • 2TRI20: R$ 254,3 milhões

Receita líquida

  • 2TRI21: R$ 662,4 milhões
  • 2TRI20: R$ 252,3 milhões

Ebtida

  • 2TRI21: R$ 442,4 milhões
  • 2TRI20: R$ 346,1 milhões

Todos segmentos registraram melhora

O bom desempenho da receita foi reflexo de uma melhora em todos os setores em que a JHSF trabalha. O destaque vai para a frente de shoppings e de varejo digital, que movimentou R$ 62,7 milhões, ante R$ 11,2 milhões no período de abril a junho de 2020.

A diferença, entretanto, se deve em parte pela flexibilização das restrições, que no ano passado eram mais intensas. “Vale ressaltar que na comparação com o 2T19, cenário pré-pandemia e sem restrições, também foi observado aumento na receita”, afirmou a companhia, no documento publicado na noite desta quinta-feira (5).

O setor de hospitalidade e gastronomia surfou na mesma onda, com a receita crescendo 728,3%, para R$ 44,6 milhões.

Fora isso, o setor de incorporação viu sua receita avançar 66% na base anual, chegando a R$ 559,7 milhões, e o de aeroporto, 85,9%, para R$ 7,3 milhões. No primeiro, destaque para o projeto Boa Vista Village, com 247,8% de aumento nas vendas.

Gastos da JHSF acompanham

O lucro não acompanhou totalmente a receita, em parte, pelo avanço dos custos dos produtos vendidos, que chegaram a R$ 180,1 milhões, ante R$ 70,5 milhões entre o abril e junho de 2020.

Maior volume de vendas e evolução das obras no segmento de incorporação, abertura de dois novos shoppings, a volta parcial à normalidade, todos esses fatores pesaram nos gastos da JHSF.

As despesas operacionais também avançaram, saindo de R$ 16,4 milhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 73,7 milhões neste. A explicação segue a do custo dos produtos vendidos.

A companhia, com a alta dos custos, registrou uma leve deterioração da sua margem Ebitda, que saiu de 68,1% para 67,1%. O Ebitda ajustado foi de R$ 444,4 milhões, ante R$ 171,7 milhões.

Resultado financeiro piora com pagamento de dívidas

Por último, o lucro líquido foi impactado também pelo resultado financeiro, que também piorou. A JHSF registrou no segundo trimestre de 2021 prejuízo financeiro de R$ 66,1 milhões, alta de 283,5% na base anual.

“O crescimento se explica, principalmente, a despesa não recorrente relacionada aos juros anuais pagos ao JHSF Rio Bravo Fazenda Boa Vista Capital Protegido FII , encerrado em julho (integralmente resgatado), aumento dos indexadores da dívida consolidada (CDI e IPCA) e variação cambial de investimentos no exterior”, explicou.

Apesar do maior prejuízo financeiro, a JHSF registrou uma melhora do seu caixa líquido, que foi positivo em R$ 563,5 milhões, ante dívida líquida de R$ 153,8 milhões no mesmo mês de 2020.