Jerome Powell, do Fed, prevê retração de 20% a 30% do PIB dos EUA

Paulo Amaral
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Jerome Powell, presidente do Federeal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), fez uma previsão dura sobre o PIB do país para o segundo trimestre de 2020.

Mercados repercutem fala de Powell sobre retomada

Em entrevista para o programa 60 Minutes, da CBS, o executivo apostou que os efeitos da pandemia de coronavírus podem retrair o PIB norte-americano “entre 20% e 30% facilmente”.

“As cifras que conhecemos este trimestre, que termina em junho, serão muito, muito ruins. Haverá grande diminuição da atividade econômica, um grande aumento do desemprego”.

Recuperação econômica

De acordo com reportagem publicada pela AFP, Powell destacou que, apesar do desemprego no país estar entre 20 e 25%, situação que não era vista desde a década de 1930, os Estados Unidos conseguirão evitar uma nova depressão.

A recuperação econômica, no entanto, não será fácil e nem rápida, na visão do presidente do Fed.

“Penso que a economia vai se recuperar de forma constante durante a segunda metade deste ano, mas levará tempo para que voltemos aos níveis anteriores à pandemia”, apostou.

“Poderia se estender até o final do próximo ano. Realmente não sabemos”, complementou o executivo.

Vacina pode acelerar retomada

Na visão de Jerome Powell, a descoberta de uma vacina eficiente contra a Covid-19 está diretamente ligada à aceleração da retomada econômica.

De acordo com o executivo, a população só se sentirá segura para voltar às atividades normais quando o risco de contrair o coronavírus for sensivelmente menor ou quando houver um remédio que o combata.

“Para que a economia se recupere por completo, as pessoas terão que ter plena confiança, ou seja, aguardar a chegada de uma vacina”.

Isolamento social

Powell seguiu o que diz a OMS e as principais autoridades em saúde por todo o planeta e defendeu o isolamento social como melhor forma de prevenir a propagação do coronavírus – pelo menos enquanto não há vacina.

“Quanto mais o público adota seriamente medidas de distanciamento social, mais cedo poderemos abrir a economia”, simplificou.

Nova injeção do Fed na economia

Jerome Powell admitiu que o Fed está preparado para injetar mais dinheiro no sistema financeiro em apoio às pequenas e médias empresas.

O Banco Central norte-americano já reduziu a taxa de juros e destinou bilhões de dólares ao sistema financeiro e em programas destinados justamente a apoiar essas empresas.

O Fed comprou mais de US$ 2 trilhões em títulos do Tesouro e em hipotecas na tentativa de estabilizar o mercado financeiro. E prometeu mais.

“Pode ser que o Fed tenha que fazer mais”, disse Powell. “Pode ser que o Congresso tenha que fazer mais. Se permitirmos que as pessoas fiquem sem trabalho por longos períodos, se deixarmos as empresas fracassarem desnecessariamente, haverá prejuízos econômicos a longo prazo”, ponderou.

“A crise chegou tão rápido e com tanta força que realmente não se pode expressar em palavras a dor que as pessoas sentem e a incerteza que reina atualmente. A boa notícia é que podemos evitar isto se dermos mais apoio agora”.

Taxa de juros negativa?

O Federal Reserve dos Estados Unidos pode considerar cortar as taxas de juros para negativo, caso outra aconteça uma segunda onda do novo coronavírus no país. Entretanto, essa política monetária não seria “muito útil”, segundo disse à CNBC um estrategista do Goldman Sachs.

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O presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou esta semana que o banco central não está considerando taxas de juros negativas neste momento, mesmo quando outros bancos centrais – como o Banco da Inglaterra – pareciam estar abertos à idéia, diz a CNBC.

Quando perguntado sobre o que poderia mudar a mente do Fed sobre taxas de juros negativas, Zach Pandl, co-chefe de estratégia global de câmbio, taxas e mercados emergentes da Goldman Sachs, levantou a possibilidade de uma segunda onda de casos de coronavírus que poderiam prejudicar a recuperação econômica futura.

“Se a economia tiver outro grande contratempo, como uma segunda onda de infecções, isso realmente levaria a recuperação para fora do curso, e abriria a possibilidade de uma série de ações adicionais”, disse ele à CNBC.

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