Jeff Bezos: como ele se tornou o homem mais rico do mundo

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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O homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, ficou ainda mais rico durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, o fundador da Amazon aumentou seu patrimônio em US$ 13 bilhões em um único dia (20 de julho). Esse foi um recorde desde que o indicador foi criado, em 2012.

A “pequena” fortuna foi gerada porque, nesta data, as ações da Amazon subiram 7,9%. Com isso, acumularam alta de 73% desde janeiro de 2020.

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Hoje, segundo o ranking da Forbes, o norte-americano tem um patrimônio de US$ 189,8 bilhões.  É oito vezes mais do que a fortuna do banqueiro Joseph Safra, o maior bilionário brasileiro.

Bezos: “Louco” ou visionário?

Fundador e CEO da Amazon, companhia da qual ainda detém 11% das ações, Bezos largou a vice-presidência de um fundo de investimentos de Wall Street aos 30 anos para empreender. E acertou na mosca.

Em 1994, quando a internet ainda engatinhava, o empresário apostou em uma loja online para venda exclusiva de livros.

Ao lado de sua esposa, Mackenzie, primeira funcionária da loja, tirou o projeto do papel. Dois meses após fundar a Amazon, fez um curso na Associação Americana de Livrarias para aprender como vender livros.

Por dois anos, Bezos e Mackenzie faziam quase tudo, inclusive empacotavam e despachavam os pedidos.

Amazon: Sem pressa para lucrar

Sem colocar o lucro como prioridade, o empresário decidiu trabalhar com margens próximas do zero.

Com essa estratégia inovadora (e ousada), foi tirando os principais concorrentes do caminho.  Somente 6 anos após abrir a Amazon, finalmente fechou um balanço “no azul”.

Hoje, 25 anos após fazer sua 1ª venda – um livro sobre inteligência artificial – Bezos, já divorciado de Mackenzie, vê a Amazon se transformar na marca mais valiosa do mundo. Em fevereiro deste ano, a Amazon ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor.

Matemática nos negócios, na vida e no amor

Jeff Bezos tem uma grande paixão na vida: a matemática. Foi assim que, ao criar a Amazon, determinou que a loja virtual deveria ter “tantas prateleiras disponíveis quantos usuários do serviço”.

Para oferecer o que o consumidor quer, a Amazon cresceu e, hoje, tem uma gama de mais de 350 milhões de itens em suas prateleiras virtuais.

A matemática também foi usada por Bezos para aconselhar a avó a parar de fumar . Ele calculou quantos minutos de vida ela perdia a cada trago dado. Mas também para escolher as garotas com quem gostaria de sair.

Antes de conhecer Mackenzie, Bezos aplicava uma fórmula batizada de Woman Flow para conhecer garotas. Entre as conclusões tiradas do método, estava a de que teria mais sucesso com as mulheres se aprendesse dança de salão.

O céu é o limite

Bezos, hoje, tem uma fonte diversificada como origem de sua fortuna – embora a maior parte ainda seja fruto da Amazon.

O empresário tem no portfólio a rede de supermercados Whole Foods, a Alexa, que desenvolve tecnologia de inteligência artificial, e o The Washington Post, um dos mais tradicionais jornais norte-americanos.

Bezos também investiu parte da fortuna em ações da Uber, do Airbnb, do Google e do Twitter.

Além disso, ele é dono da Blue Origin, empresa de exploração espacial criada em 2010 (e rival da Space X, do também bilionário Elon Musk). E tem um sonho.

O executivo declarou, ainda em 1982, anos antes de se tornar o homem mais rico do mundo, que um dia construiria hotéis no espaço.

Esse sonho ainda parece longe de se tornar realidade, mas, para quem transformou uma pequena livraria online na marca mais valiosa do mundo, mais arriscado ainda é dizer que esse desejo se trata de uma missão impossível, não é mesmo?

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