JBS (JBSS3): BTG Pactual reitera preferência e mantém compra

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação JBS

O BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações da JBS (JBSS3), com preço-alvo de R$ 36,00. Isso representa um potencial de valorização de 66,5%, com base na cotação de fechamento de ontem (R$ 21,62).

Em relatório, assinado pelas analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, o BTG Pactual escreveu que “continuamos compradores, com a JBS como nossa principal escolha no setor de alimentos”.

O documento foi publicado após a empresa anunciar nesta terça-feira (23) o plano JBS ‘Juntos pela Amazônia.

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Segundo a JBS, o programa visa melhorar a sustentabilidade de sua cadeia de valor e apoiar o desenvolvimento do bioma.

A iniciativa acontece em um momento em que dá mais atenção às políticas ambientais do Brasil, com crescimento pressão para o país lutar contra o desmatamento, e empresas do setor enfrentam maior escrutínio dos investidores.

A JBS se comprometeu a ter monitoramento de fornecedores indiretos da área até 2025, e criou um fundo  filantrópico com a meta de investir na conservação e restauração florestal, bem-estar das comunidades locais e desenvolvimento científico tecnológico. A JBS doará até R$ 500 milhões nos próximos 10 anos.

Dessa forma, com as métricas ESG ganhando mais atenção dos investidores, o BTG vê as iniciativas da JBS positivamente.

O BTG acredita que o foco crescente da gestão em ESG, combinado com uma abordagem mais equilibrada estrutura de capital, também pode melhorar a percepção de risco, e levar a uma merecido reprecificação das ações.

Além disso, a JBS também continua apresentando o melhor valor proposição no setor, com forte dinâmica de ganhos pela frente.

Sustentabilidade da cadeia de valor

O primeiro pilar do plano JBS ‘Juntos pela Amazônia é garantir a sustentabilidade do sua cadeia de valor.

Para isso, a companhia enfrenta o que provavelmente é o principal desafio ambiental da a indústria brasileira de carne: monitorando fornecedores indiretos.

Segundo o relatório, a JBS e os outros grandes nomes em Bz beef já tem controles em vigor que lhes permitem comprar apenas gado de fazendas conformes, mas como a cadeia de produção nem sempre é verticalmente integrada, o gado comprado de uma fazenda legal pode ter nascido ou cultivadas em áreas “ilegais” (em relação ao desmatamento, por exemplo).

Assim, para monitorar os primeiros links da rede, está sendo criada a JBS Green Platform.

Essa plataforma solicita acesso aos dados de transporte de gado dos fornecedores diretos e cruza com os sistemas de monitoramento da JBS para encontrar a não conformidade indireta fornecedores.

A JBS também atuará no apoio às propriedades para atender às políticas da empresa, enquanto também compartilha sua tecnologia de monitoramento com outras empresas que queiram utilizá-la.

Até 2025, todos os seus fornecedores diretos no Bioma Amazônia devem fazer parte da plataforma.

Outros pilares do plano da JBS

Segundo o relatório, os outros três pilares do plano são trabalhar na conservação da floresta e restauração; desenvolvimento socioeconômico das comunidades, e científico pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que na verdade vão além da cadeia de valor.

Para isso, a empresa criou um fundo filantrópico que vai financiar projetos para o desenvolvimento sustentável do Bioma Amazônia.

A JBS se comprometeu a doar R$ 250 milhões nos próximos 5 anos, e fará doações de terceiros até que sua contribuição própria chegue a R$ 500 milhões.

O objetivo do fundo é levantar R$ 1 bilhão até 2030 e será chefiado pela ex-CEO da Seara, Joanita Karoleski.

Por fim, o BTG elogia os novos planos e compromissos da JBS na área de ESG. Mais detalhes do ESG da empresa serão apresentados no Dia do Investidor.