Itaúsa (ITSA4) tem lucro 59% menor e prevê redução de dividendos

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.

Crédito: Reprodução/Itaúsa

A Itaúsa (ITSA4), holding que controla o Itaú Unibanco, reportou nesta segunda-feira (11) um lucro líquido de R$ 1,012 bilhão no primeiro trimestre de 2020, um desempenho 59,3% inferior ao apresentado no mesmo período de 2019.

Segundo a companhia, o principal impacto ocorreu no resultado de equivalência patrimonial do Itaú Unibanco, que retraiu aproximadamente 45% no período devido, essencialmente, a maior despesa com perdas esperadas com operações de crédito.

A Itaúsa acrescentou que o resultado da NTS (classificado como ativo financeiro) sofreu redução no seu valor justo e também efeitos negativos de variação cambial sobre a parcela aprazo em dólar do valor investido.

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Lucro líquido

Na base recorrente, o lucro líquido totalizou R$ 1,062 bilhão, uma retração de 53,4%.

O ROE atingiu 7,6% no período, uma queda de 11,3 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

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O ativo total ficou em 55,598 bilhões, um aumento de 2,3%. Já o patrimônio líquido da Itaúsa avançou 3,1%, para 51,962 bilhões.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 11 milhões, uma redução de 15% sobre as perdas do primeiro trimestre de 2019.

As despesas administrativas totalizaram R$ 38 milhões no período, uma queda de 12%.

Resultado recorrente das investidas cai 49%

O resultado das empresas investidas do setor financeiro somaram R$ 1,331 bilhão, uma contração de 45%.

O resultado do setor não financeiro foi um prejuízo de R$ 66 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 79 milhões.

A alpargatas reportou R$ 10 milhões, uma redução de 29%.

O resultado da Duratex foi de R$ 19 milhões, alta de 171%. Já o NTS foi negativo em R$ 95 milhões.

Outras empresas apresentaram um resultado negativo de R$ 1 milhão, uma melhora de 75%.

Itaú (ITUB4)

O lucro líquido do Itáu foi de R$ 3,459 bilhões no primeiro trimestre, o que representa uma diminuição de 48,7%.

O banco explica que a queda no desempenho foi essencialmente pela maior despesas com perdas esperadas em operações de crédito devido aos impactos incertos da pandemia de coronavírus.

A receita operacional totalizou R$ 37,665, uma queda de 19,4%.

O ROE atingiu 10,8%, uma baixa de 11,4 p.p.

A geração interna de recursos somou R$ 22,163 bilhões, um aumento de 50,3%.

Alpargatas (ALPA4)

O lucro líquido totalizou R$ 26 milhões no período, uma queda de 50,9% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita operacional ficou em R$ 747 milhões, uma retração de 8,8%.

O ROE alcançou 3,8%, uma diminuição de 5 pontos percentuais.

A geração interna de recursos foi de R$ 89 milhões, um recuo 32,1%.

A empresa atribui o resultado da companhia ao baixo investimento na Argentina e por outros impactos relacionados ao novo coronavírus (despesa com ociosidade nas fábricas, provisão para perda esperada de créditos, provisão para perda de estoques).

Duratex (DTEX3)

A Duratex registrou um lucro líquido de R$ 52 milhões no primeiro trimestre de 2020, um incremento de 116,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

A receita líquida operacional atingiu a cifra de R$ 1,162 bilhão, uma elevação de 8,3%.

Segundo a empresa, o resultado é fruto principalmente da incorporação dos resultados da Cecrisa, parcialmente compensado pelo menor volume em todos os negócios como consequência do novo coronavírus.

O ROE atingiu 4,3% no trimestre, um aumento de 2,2 p.p.

A geração interna de recursos totalizou R$ 239 milhões, uma retração de 4,4%.

Veja os destaques das empresas investidas

Itaúsa projeta queda nos dividendos

A Itaúsa estima que haverá redução no fluxo de caixa recebido pela empresa devido as incertezas derivadas da pandemia de Covid-19, o que acarretaria em diminuição temporária nos dividendos distribuídos.

A companhia explica que isso acontece em função da redução no ritmo das atividades das empresas investidas, das condições de mercado, bem como as medidas regulatórias (como a limitação temporária de distribuição de dividendos acima do mínimo obrigatório imposta pelo Banco Central do Brasil às instituições financeiras por meio da Resolução nº 4.797/20).

“Ainda não há como precisar de forma efetiva os impactos a longo prazo da pandemia no cenário econômico, nem nas operações das investidas e, consequentemente, nos resultados da companhia, considerando a volatilidade e a velocidade de mudança de cenários” disse em nota a Itaúsa.

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