Itaúsa (ITSA4) anuncia investimento de R$ 1,2 bi na Aegea (AEGP23)

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação

A Itaúsa (ITSA4), holding que controla o Itaú Unibanco (ITUB4), anunciou que vai investir R$ 1,2 bi na Aegea (AEGP23).

A destinação de recursos será feita por meio de uma operação que vai reunir a Itaúsa, o Grupo Equipav e o GIC (Fundo Soberano de Cingapura), que realizarão aumento de capital na Aegea com a emissão de ações preferenciais classe D.

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De acordo com Fato Relevante divulgado nesta segunda (31), haverá ainda aporte de capital com emissão de ações preferenciais classe A, com direito a voto, em Sociedades de Propósito Específico (SPEs).

Itaúsa: consórcio com a Aegea venceu leilão na Cedae

Os aumentos de capital se devem ao fato de o consórcio formado por Aegea, Itaúsa e demais acionistas da empresa de saneamento ter se sagrado vencedor dos Blocos 1 e 4 na licitação promovida em 30 de abril de 2021 pelo Estado do Rio de Janeiro.

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A licitação é relativa à outorga de concessões para a prestação regionalizada dos serviços públicos de fornecimento de água e esgoto sanitário e de serviços complementares, dos municípios do Rio de Janeiro, atualmente a cargo da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

O leilão de concessão da Cedae resultou na venda de três blocos por R$ 22,69 bilhões, com ágio de até 187% em um dos blocos. O consórcio da Aegea (AEGP23) venceu dois dos quatro blocos leiloados. A Iguá Saneamento (IGSN3) arrematou um dos blocos.

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A Aegea divulgou na ocasião: “A empresa anuncia que o consórcio Aegea, do qual figuraram como partes a companhia, na condição de líder do consórcio, o Grupo Equipav, o GIC (Fundo Soberano de Cingapura) e Itaúsa (ITSA4), sagrou-se vencedor das ofertas apresentadas para os blocos 1 e 4,pelo valor de R$ 8,200 bilhões e R$ 7,203 bilhões, respectivamente.”

O investimento adicional da Itaúsa, anunciado nesta segunda, totalizará R$ 1,212 bi, sendo R$ 1,11 bilhão referente às ações preferenciais classe D da Aegea e R$ 102 milhões em ações preferenciais classe A das SPEs — que serão subscritas na data de fechamento da operação e nas condições a serem estabelecidas nos acordos definitivos.

Emissão de debêntures no total de R$ 2,5 bi

Em 27 de abril de 2021, a Itaúsa já havia assinado contratos para investimento na Aegea no total de R$ 1,3 bilhão.

Dessa forma, a Itaúsa passará a deter 10,20% do capital votante da Aegea, 34,57% das ações preferenciais classe D da empresa de saneamento e 5,54% do total das ações preferenciais classe A das SPEs.

A Itaúsa comunica, ainda, que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião nesta segunda, a 4ª emissão de debêntures não conversíveis em ações, no montante de R$ 2,5 bilhões.

Segundo a Itaúsa, a soma será utilizada, majoritariamente, na aquisição de ações e aporte de capital na Aegea e o remanescente para aporte de capital nas SPEs, via integralização de ações.

CCR (CCRO3): licitação da CPTM é homologada

A CCR (CCRO3) comunica que foram homologados os procedimentos adotados na concorrência internacional promovida pelo Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, e adjudicado na licitação ao Consórcio ViaMobilidade Linhas 8 e 9.

O Consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR (CCRO3), venceu em 20 de abril leilão para concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A oferta foi de R$ 980 milhões. O valor é um ágio de cerca de 202% sobre o valor mínimo.

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O consórcio formado pela CCR e RuasInvest fará a execução, em regime de concessão onerosa, da prestação do serviço público de transporte de passageiros, sobre trilhos, das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda da rede de trens metropolitanos da Região Metropolitana de São Paulo. A concessão inclui operação, manutenção, conservação, melhorias e expansão das linhas.

A partir da publicação, se dará o início ao cumprimento das condições precedentes necessárias à assinatura do contrato de concessão, nos termos previstos no edital da concorrência.

A concessão terá prazo de 30 anos, que vale a partir da data da emissão de ordem de início da operação comercial das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda.

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