O Itaú (ITUB4) registrou nesta segunda-feira (3) um lucro líquido de R$ 3,424 bilhões no segundo trimestre de 2020, uma redução de 49,8% na comparação com igual período de 2019.
O lucro líquido recorrente foi de R$ 4,205 bilhões, queda de 40,2% na comparação anual.
O resultado veio em linha com o consenso do mercado.
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O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido foi de 13,5%, uma diminuição de 9,1 pontos percentuais.
A margem financeira atingiu R$ 17,776 bilhões, uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2019.
Receita
A receita de prestação de serviços e seguros foi de R$ 9,9 bilhões.
A receita de prestação de serviços atingiu R$ 8,396 bilhões, uma diminuição de 7,4%.
Enquanto a receita de seguros recuou 7% no período, atingindo R$ 1,839 bilhão.
De acordo com o Itau, a queda da receita foi derivada de menores receitas de cartões de crédito e débito.
Isso foi relacionado ao impacto da menor atividade econômica a partir da segunda quinzena de março, que perdurou durante todo o segundo trimestre.
Adicionalmente, serviços de assessoria econômico-financeira e corretagem também foram afetados, em função da menor atividade do mercado de capitais e administração de fundos, devido às menores receitas com taxa de performance, redução do volume médio e menor quantidade de dias úteis.
Crédito
O custo do crédito aumentou 92,1%, totalizando R$ 7,770 bilhões no trimestre.
De acordo com o relatório, a carteira de crédito total atingiu R$ 811,3 bilhões ao final do segundo trimestre, alta de 2,9% frente ao mesmo período de 2019.
A carteira de pessoas físicas somou R$ 228,8 milhões, uma elevação de 2,9%.
Já a carteira de grandes empresas avançou 27,5%, somando R$ 259,2 bilhões.
Enquanto a de micro, pequenas e médias empresas subiu 29,3%, atingindo R$ 107,4 bilhões.
Inadimplência
O índice total ficou em 2,7%, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
No Brasil, o índice de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas reduziu em relação ao trimestre anterior devido à flexibilização das condições de pagamento de
empréstimos que visa ajudar nossos clientes no enfrentamento da crise econômica.
Em grandes empresas, a redução está relacionada a um cliente específico do segmento.
A redução na América Latina ocorreu principalmente devido à reestruturação de dívida de um cliente específico do segmento corporate no Chile.
Ativos
Conforme o Itaú, o total do ativo cresceu 4,7% no trimestre e 23,6% nos últimos 12 meses.
Na comparação trimestral, merecem destaque os crescimentos de 11,9% em aplicações financeiras, de 6,6% em títulos e derivativos e de 2,8% em operações de crédito.
De acordo com o banco, os depósitos cresceram 19,9% no trimestre e 57,0% nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em depósitos à vista, depósitos
de poupança e depósitos a prazo.
As outras obrigações reduziram 9,3% no trimestre, principalmente em função da carteira de câmbio.
Projeções seguem suspensas
Em função da baixa visibilidade sobre a extensão e profundidade dos efeitos da crise atual, o Itaú manteve suspensas as projeções para o ano de 2020.
De acordo com o comunicado, a Administração entende ser prudente não divulgar novas projeções neste momento, até ser possível ter uma maior precisão sobre os impactos e extensão da situação atual em nossas operações.
Itaú paga JCP
O Conselho de Administração do Itaú aprovou hoje (3) o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de 0,044 por ação em 26 de agosto.
O pagamento será feito de acordo com a posição acionária de 17 de agosto deste ano.
Veja os principais números do balanço:

Balanços Itaú
Tá, e aí?
Em relatório, a Eleven destaca que as provisões do Itaú continuam em patamares elevados, com as despesas de PDD saltando 92% em um ano.
Entretanto, diferentemente do Bradesco, registrou uma redução na comparação trimestral, “devido a alguns sinais de melhora no cenário macroeconômico capturadas nos modelos de risco do banco”.
“Vale lembrar que no primeiro trimestre o Itaú foi o banco que adotou a postura mais conservadora em níveis de provisões comparado com os outros três grandes bancos (BB, Santander e Bradesco)”, escreveu.
Para a Eleven, no documento assinado por Renata Cabral e Carlos Daltozo, os números apresentados pelos grandes bancos privados foram consistentes.
Contudo, avalia que Bradesco e Itaú estão melhor preparados para os impactos negativos que estão por vir com a crise de inadimplência adiada para os próximos trimestre,
Cara ou barata?
Conforme a Eleven, a recomendação para ITUB4 foi reiterada em compra, com preço-alvo para final de 2021 em R$ 32,00, um upside de 17,3% ante a cotação de R$ 27,28 de 3 de agosto.
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