Itália registra recorde de mortes em um dia; mundo chega a 300 mil infectados e 13 mil mortos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Alessia Pierdomenico / Bloomberg / Getty Images

De sexta-feira (20) para sábado (21), a Itália registrou o maior número de mortes em 24h até aqui, nessa pandemia do novo coronavírus, o Covid-19. Foram 793 óbitos e 6.557 novos casos. A pandemia no país parece incontrolável.

Agora, o país já tem 53.578 infectados, não só idosos, mas crianças e até bebês, e 4.825 mortos, a nação que mais contabiliza vítimas fatais em todo o mundo.

Em um dia, os 6.557 representam um crescimento de 13,9%. As 793 mortes representam 19,7% a mais. Os italianos ainda contam 6.072 curados.

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O planeta está com 301.630 casos e 12.955 mortes. A taxa de mortalidade é de 4,30%. Quando o surto começou em Wuhan, na China, essa taxa era na casa dos 3%. Na Itália, porém, a taxa é ainda maior: 9,01% e vem crescendo a cada semana.

Em 24h, o mundo contou mais de 50 mil novos casos.

Avanço rápido

Uma análise em retrospectiva da última semana mostra como o Covid-19 está se espalhando rapidamente.

Na sexta-feira (13), no boletim das 18h, o mundo rompia a barreira dos 5 mil mortos. Menos de três dias depois, na segunda-feira (16), às 17h, era a barreira dos 7 mil mortos que era ultrapassada.

Na quarta-feira (18), meio-dia, o mundo contava dos 8 mil falecidos. Apenas 22 horas depois, na quinta-feira (19), às 10 da manhã, já eram 9 mil; e 5 horas e meia depois, 10 mil mortos.

Na seta-feira (20), às 14h, 11 mil mortos.

Somente 23 horas depois, no sábado (21), às 13h, e já eram 12 mil vítimas fatais; sendo que duas horas depois, o mundo já ultrapassava a barreira dos 13 mil mortos.

Isolamento na Itália não está sendo o suficiente

Embora seja a melhor maneira de evitar a proliferação do vírus, na Itália, ele não está funcionando, porque as pessoas insistem em sair às ruas.

A situação pode piorar. Segundo o jornal Corriere Della Sera, existem 17.708 pacientes hospitalizados com sintomas; 2.857 estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto 22.116 estão em isolamento domiciliar auto-imposto.

Até o jogador argentino da Juventus, Paulo Dybala, também testou positivo para coronavírus. O próprio jogador anunciounas mídias sociais: “tanto eu minha namorada testamos positivo no Covid-19. Felizmente, estamos em perfeitas condições”. Seu companheiro de clube, Blaise Matuidi, também está infectado.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte decidiu aumentar ainda mais as limitações.

O governo está considerando proibir esportes ao ar livre e reduzir o horário de funcionamento das lojas.

No mundo inteiro, há fechamento de comércio não essencial, bares, restaurantes, fronteiras, aeroportos, portos, teatros, museus, cinemas, tudo para conter o vírus. A Argentina foi mais longe e decretou quarentena obrigatória: ninguém pode sair de casa, a não ser para comprar comida e remédios. Nem a Itália chegou a tanto.

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