Israel proíbe entrada de estrangeiros por causa do coronavírus

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: lleewu / Flickr

Israel anunciou a proibição total da entrada de estrangeiros por causa da epidemia do novo coronavírus, conhecido como Covid-19. Além disso, os cidadãos israelenses que chegam do exterior também precisam entrar numa quarentena de 14 dias. Essa decisão foi anunciada foi feito em rede nacional pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na segunda-feira (9).

“Qualquer pessoa que chegue a Israel do exterior entrará em isolamento por 14 dias”, disse Netanyahu no comunicado, acrescentando que a medida entrará em vigor por duas semanas, inicialmente. “Esta é uma decisão difícil. Mas é essencial para salvaguardar a saúde pública, e a saúde pública vem em primeiro lugar”, reforçou.

Israel fecha fronteiras

Na sexta-feira (6), Israel já havia decidido fechar suas fronteiras com a Síria e o Líbano, pelo mesmo motivo. Mais tarde, o governo proibiu a entrada por terra e mar de todos os estrangeiros internacionais no território israelense.

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Até o último boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da segunda-feira (9), às 16h, Israel tinha 39 casos confirmados, sendo 2 completamente recuperados e nenhuma morte. O Líbano tinha 32 casos e 1 recuperação. Já a Síria não tem nenhum caso testado positivo. Já o Egito, ao sul-sudoeste do país, tem um quadro mais grave: são 55 casos, 12 recuperados e 1 morte.

Assim, Netanyahu mostra que o governo colocou a saúde pública acima dos negócios. Muitos visitantes europeus e asiáticos eram imediatamente colocados em isolamento doméstico, dificultado as viagens, o comércio e o turismo.

O jornal Middle East Monitor informa que “23.922 estrangeiros deixaram Israel voluntariamente, enquanto outros 17.494 estrangeiros entraram no país”.

A companhia aérea nacional El Al decidiu reduzir vôos internacionais, incluindo para Berlim, São Francisco, Barcelona e Zurique.

A empresa projeta que a receita caia entre US$ 140-160 milhões no período de janeiro a abril de 2020, como resultado da suspensão de várias linhas e da demanda em outras, devido ao surto mundial de coronavírus.

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