IRB (IRBR3) presta esclarecimentos à CVM sobre oscilação das ações

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/IRB

O IRB (IRBR3) foi a público na noite de segunda-feira (24) para prestar esclarecimentos ao questionamento da CVM sobre as últimas oscilações registradas com as ações da companhia.

Por meio de ofício, a B3 solicitou que o IRB justificasse a grande oscilação no número de negócios e no volume negociado das ações da companhia.

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No dia 21 de agosto, o volume negociado de ações ordinárias do IRB saltou de uma média de R$ 151,48 milhões para R$ 518,25 milhões.

Ao mesmo tempo, a quantidade de ações negociadas passou de 21 milhões para 65,8 milhões.

Ainda no mesmo dia, as ações ordinárias da companhia registraram alta de 12,31%.

Em resposta, o IRB esclareceu que “até o presente momento, não possui conhecimento de qualquer ato ou fato relevante pendente de divulgação que justifique qualquer oscilação no preço, número de negócios ou quantidade negociada de ações”.

Na próxima sexta-feira (28) a companhia divulgará os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2020.

Irregularidades

No começo de fevereiro deste ano, a corretora carioca Squadra publicou uma carta acusando o IRB de inconsistências nas suas divulgações de resultados.

“Tem nos intrigado a excepcional rentabilidade, baixa volatilidade e alta previsibilidade guiada para uma empresa do setor de seguros”, afirmou a Squadra. “Chama atenção que tenhamos no Brasil a empresa distanciadamente mais rentável e mais cara do mundo no segmento.”

O IRB negou as irregularidades e ainda acusou a Squadra de tentar derrubar os preços das ações em interesse próprio, já que possuía uma posição short ou “vendida” (que lucra quando o preço da ação cai) com papéis do IRB.

No dia 26 de fevereiro, o executivo Ivan de Souza pediu demissão da presidência do Conselho do IRB.

Perdas com pandemia

Além da questão da confiança, o IRB também enfrenta perdas com a pandemia de coronavírus. E elas coincidem com o mesmo período dos escândalos.

A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 393 milhões entre abril e maio, segundo comunicado emitido pela mesma. Isso representa 11% do valor contábil do primeiro trimestre. Com a pandemia, houve um grande salto no índice de sinistralidade, que atingiu 123%, alega o IRB.

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