Irã segue em clima tenso com protestos após derrubada de avião ucraniano

Tatiane Lima
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Crédito: "Iran reportage MO*" by MO* on Creative Common.

Manifestantes completaram ontem (13), o terceiro dia de protestos contra o governo iraniano. Registros divulgados por agências internacionais de notícias revelam confrontos envolvendo protestantes e policiais. As ações nas ruas demonstram a indignação sobre a autoria do Irã no abate ao avião da Ucrânia, que matou 176 pessoas.

Embora se tenha propagado imagens e vídeos de toda a movimentação e conflitos durante o final de semana, não há dados consistentes sobre a repressão. Isso porque o governo tem aplicado restrições à imprensa independente, dificultando o acesso às informações.

A capital do Irã, Teerã, e a cidade de Isfahan, na região central, foram os principais cenários de atuação dos ativistas. De acordo com a agência Reuters, o grito de ordem foi dado em oposição ao regime religioso islâmico: “Clérigos, fora daqui!”.

Logo após o posicionamento das autoridades é que uma nova onda de protestos no Irã se intensificou. O governo iraniano reconheceu ter lançado um míssil antiaéreo contra Boeing 737, da Ukraine International Airlines. A derrubada do veículo aéreo foi justificada como um acidente. E ocorreu em meio ao alerta após a condução de ataques contra alvos dos Estados Unidos no Iraque. Isto é, como uma forma de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

No entanto, o reconhecimento tardou a vir a público. E, quando revelado, levou a população do Irã à comoção geral, o que resultou em manifestações por todo território nacional. Relatos de agências internacionais, como a Associated Press, apontam episódios de violência que incluem feridos e poças de sangue pelas ruas.

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Irã sob tensão

Atualmente a situação no país é bastante instável. Visto que as últimas movimentações marcam mais um capítulo de tensão na relação entre o Irã e os Estados Unidos. Um clima que perdura desde 1979, com a Revolução Islâmica Iraniana.

Por meio das redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, declarou aos líderes da República Islâmica: “Não matem seus manifestantes”. Trump foi quem ordenou o ataque que causou a morte do general Soleimani, no dia 3 de janeiro. Por outro lado, o governo do Irã rejeitou o comentário. O pronunciamento oficial das autoridades, através do porta-voz, indicou que a população iraniana está sofrendo por conta das ações de Trump. E que se lembrariam de que foi ele o mandante do assassinato de Soleimani.

Na próxima quinta-feira (16), representantes de cinco países, cujos cidadãos estavam no avião, se reunirão em Londres. O objetivo do encontro é a discussão de possíveis ações legais contra os responsáveis. Dentre eles, está o Canadá, que tinha o registro de, pelo menos, 67 passaportes no voo. As vítimas eram estudantes ou acadêmicos iranianos-canadenses, que retornavam para casa após viagens de final de ano.


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