IGP-10 recua 0,07% em maio, ante 1,13% de abril

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pexels

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou para 0,07% em maio, ante 1,13% de abril e 0,64% de março. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas.

De acordo com este resultado, o índice acumula alta de 2,96% no ano e de 6,07% em 12 meses. Em maio de 2019, o índice havia registrado elevação de 0,70% no mês e alta de 8,02% em 12 meses.

“As taxas de bens finais e bens intermediários no IPA registraram aprofundamento da deflação antecipando a continuidade do cenário benigno para o IPC, índice que registrou queda de 0,51%”, explica André Braz, coordenador da pesquisa.

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De acordo com Braz, as próximas edições do IGP repercutirão os aumentos do preço da gasolina, que já totalizam alta de 22% nas refinarias em maio, aumentando a aceleração da inflação ao produtor e ao consumidor.

O que é o IGP-10?

Primeiramente, o IGP-10 mede a evolução de preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual.

Nesse sentido, O IGP-10 é composto em 60% pelo Índice de Preços por Atacado (IPA). Mais 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e 10% do Índice Nacional de Custos da Construção-10 (INCC).

Por fim, neste mês, o IPA foi de 1,52% para 0,25%. O IPC caiu para -0,51%, ante 0,33 em abril. E o INCC variou 0,19% em maio, ante 0,29% em abril.

IGP-10: IPA recua para 0,25%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,25% em maio. O resultado aponta recuo significativo: no mês passado, ele foi de 1,52%.

Dessa maneira, os Bens Finais variaram de -0,09% em abril para -0,20% em maio. A principal contribuição veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 8,33% para 2,11%.

Os Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis, subiu 0,78% em maio. No mês anterior, a taxa foi de 0,64%.

Por sua vez, os Bens Intermediários variaram de -0,08% em abril para -1,14% em maio. Destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,87% para 0,45%.

Os bens intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,80% em maio, ante 2,76% no mês anterior.

Por fim, as Matérias-Primas Brutas foram de 4,94% para 2,11%.

IPC fica em -0,51%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu para -0,51% em maio, ante 0,33% em abril. Todas as classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-0,68% para -2,66%). Destaque para gasolina, cuja taxa passou de -2,74% para -8,49%.

INCC recua para 0,19%

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,19% em maio, ante 0,29% em abril. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,56% para 0,52%), Serviços (0,10% para -0,01%) e Mão de Obra (0,14% para 0,00%).