IPP: inflação ao produtor varia 0,40% em setembro, diz IBGE

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: CNI/Miguel Ângelo

O Índice de Preços ao Produtor registrou variação de 0,40% em setembro. Este é inferior ao observado na comparação entre julho e agosto (1,89%). Houve variação positiva de preços em 20 das 24 atividades pesquisadas, contra 24 do mês anterior. A alta acumulada no ano atingiu 24,08% e em 12 meses chegou a 30,59%. Os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, o resultado é o menor desde dezembro de 2020, que foi de 0,39%. E está 2,30 pontos percentuais abaixo da média observada entre janeiro e agosto de 2021, que foi de 2,70%.

As quatro maiores variações se deram entre os produtos das seguintes atividades: indústrias extrativas (queda de 16,48%), outros produtos químicos (alta de 4,41%), alimentos (elevação de 2,48%) e fumo (variação positiva de 2,40%).

As maiores influências foram: indústrias extrativas (-1,24 ponto), alimentos (0,58 ponto), outros produtos químicos (0,39 ponto) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,18 ponto).

IPP: acumulado do ano atinge 24,08%

O acumulado no ano atingiu 24,08%, contra 23,58% em agosto. As atividades que tiveram as maiores variações foram: refino de petróleo e produtos de álcool (49,69%), outros produtos químicos (43,38%), metalurgia (42,13%) e indústrias extrativas (40,72%).

Os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (4,19 p.p.), alimentos (3,96 p.p.), outros produtos químicos (3,48 p.p.) e metalurgia (2,75 p.p.).

Preços ao produtor: comparação mês a mês

Preços ao produtor

Já o acumulado em 12 meses do IPP atingiu 30,59%, contra 33,12% em agosto. Entre as atividades com as maiores variações foram refino de petróleo e produtos de álcool (64,33%). Seguido de metalurgia (55,18%), outros produtos químicos (51,83%) e indústrias extrativas (49,71%).

Os setores de maior influência foram: alimentos (5,76 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (5,20 p.p.), outros produtos químicos (4,13 p.p.) e metalurgia (3,48 p.p.).

Bens de capital sobem 1,30%

Entre as grandes categorias econômicas, a variação frente a agosto repercutiu da seguinte maneira: 1,30% em bens de capital; -0,27% em bens intermediários; e 1,37% em bens de consumo. Sendo que 0,73% foi a variação observada em bens de consumo duráveis. E 1,49% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Do resultado da indústria geral, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi a seguinte: 0,09 p.p. de bens de capital, -0,16 p.p. de bens intermediários. E 0,47 p.p. de bens de consumo. Neste caso, 0,04 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo duráveis.