IPO: Rede D’Or pode levantar R$ 15 bi; veja outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).

O grupo hospitalar Rede D’Or São Luiz está a caminho da bolsa e já contratou bancos para sua oferta pública inicial de ações (IPO).

Segundo o Valor, a operação será coordenada por Bank of America, J.P. Morgan, BTG Pactual, Bradesco BBI e XP Investimentos, e pretende levantar entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões.

A oferta é estimada para outubro. Nesse alvo de captação, a companhia estima um valor de mercado da ordem de R$ 100 bilhões.

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Petz: projeções estimam demanda acima de IPO

A varejista de produtos para animais de estimação Petz já tem demanda superior à sua oferta inicial de ações em mais de três vezes.

Conforme o Estadão, a empresa ainda está no início da apresentação a investidores e tem ainda uma série de reuniões agendadas nos próximos dias.

O valor inicial da ação será conhecido no dia 9 de setembro, com a estreia na B3 prevista para o dia 11, com o código “PETZ3”.

Se a ação for precificada no topo da faixa indicativa de preço, o IPO pode somar R$ 3,3 bilhões.

Preservação ambiental e retorno financeiro

A pressão do setor privado fez o governo federal mudar de postura em relação à questão ambiental, afirma o presidente da gigante de papel e celulose Suzano, Walter Schalka.

No entanto, o executivo diz que o país depende de resultados concretos para voltar a atrair investimentos.

Ao Estadão, ele disse que os números são claros: os desmatamentos aumentaram em 2019 e 2020. “Precisamos voltar a patamares anteriores aos de 2012. Isso vai gerar credibilidade ao Brasil e um grande volume de investimentos”.

Fintechs cresceram 28% no Brasil

O número de fintechs, empresas que oferecem serviços financeiros (fin) de modo digital, usando tecnologia (tech), saiu de 604 em junho do ano passado para 771 em agosto deste ano.

Conforme o Valor, o crescimento é de quase 28%, segundo a pesquisa Radar Fintechlab. O estudo mostra que foram abertas 258 empresas, enquanto 92 fecharam.

A maioria das novas fintechs está no setor de pagamentos. Dentro desse segmento são incluídas as adquirentes (companhias que oferecem ‘maquininhas’ de cartão ou outra forma de aceitação de pagamento eletrônico), empresas de cartão, companhias que oferecem cashback e ainda as que oferecem contas de pagamentos, as populares “carteiras digitais”.

Considerando esse universo, 77 empresas foram abertas e 32 fechadas no período. Segundo o levantamento, existem 190 fintechs desse tipo no Brasil.

Fundo da Eurofarma investe em xampus

A JustForYou é a primeira aposta no segmento de beleza do fundo de investimentos em startups Neuron Ventures, da farmacêutica Eurofarma.

De acordo com o Valor, a empresa usa inteligência artificial para desenvolver fórmulas personalizadas para xampus e condicionadores.

O valor do aporte não foi divulgado pela startup nem pelo fundo. No total, o Neuron prevê manter um portfólio de investimento em oito a 12 empresas, com destinação de até R$ 45 milhões em projetos que “transformem o setor de saúde e bem-estar”.

Os satélites e a Telebrás

Aposta em satélite nutre resistência à venda da Telebras. Isso porque técnicos do governo consideram que o ganho de nova receita vai tirar o selo de estatal dependente do orçamento da União.

Segundo o Valor, hoje a privatização é discutida no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que recebeu o resultado do estudo preliminar elaborado por grupo interministerial criado para cuidar do assunto.

Técnicos do governo, ouvidos pelo jornal, consideram que o ganho de nova receita com a operação do satélite vai tirar o selo de estatal dependente do orçamento da União.

“A conquista de novos mercados terá como consequência o expressivo aumento da receita operacional, a curto e médio prazos, com impactos positivos para o resultado da companhia”.

Ser Educacional: menor custo, mais valorização da ação

As ações da Ser Educacional fecharam o pregão de ontem na B3 com valorização de 3%, cotadas a R$ 14,73, após atingir alta de 11% durante o dia.

Conforme o Valor, o movimento ocorreu depois do resultado do segundo trimestre da companhia ter vindo acima das expectativas do mercado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 133,7 milhões, crescimento de 8,5% quando comparado a um ano antes, devido, principalmente, à redução de custos e despesas provocada pela diminuição de atividades com a pandemia.

Já a linha de custos com pessoal (excluindo a aquisição da Uninorte) teve redução de 9,4% com a “otimização em especial no segmento de ensino superior presencial e da suspensão dos contratos de trabalho pela MP 936/20”.

Vendas digitais e segurança de dados

Fraudes de dados pessoais crescem na pandemia assim como vendas online, com isso, pequenos negócios precisam reforçar atenção em aplicativos, e-mail e redes sociais.

De acordo com o Mapa da Fraude do 1° semestre de 2020, estudo realizado pela ClearSale (empresa que oferece soluções antifraude para e-commerces e mapeia dados no País), entre 1º de janeiro e 30 de junho 760,3 mil pedidos foram classificados como tentativas de fraude.

Segundo o Estadão, no mesmo período do ano passado, o número foi de 433,8 mil. A empresa analisou mais de 53,4 milhões de pedidos do e-commerce, todos com pagamento via cartão de crédito.

Ativos de busca do Judiciário

Banco Central (BC), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Procuradoria-Geral da Fazenda (PGF) lançaram nesta terça-feira um novo sistema para busca de ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), conforme o Estadão.

De acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o novo sistema permitirá que ordens judiciais sejam transmitidas diretamente ao sistema financeiro, sem ter que passar pelos sistemas do Banco Central.

“De forma totalmente digital e sem interferência humana, extratos de conta, cartões de crédito, contratos e cópias de cheques serão obtidas pela Justiça. Espera-se, portanto, maior celeridade do cumprimento de ordens judiciais”, afirmou Campos Neto.

Coronavírus

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus, os números no Brasil estão assim:

Casos confirmados: 3.669.995;
Mortes: 116.580.