IPO: Nubank registra pedido para acessar a bolsa dos EUA

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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O Nubank anunciou na manhã desta quarta-feira (27) que protocolou um registro preliminar acerca de sua oferta pública inicial (IPO, em inglês) na SEC – Securities and Exchange Commission. O órgão é o equivalente norte-americano à Comissão de Valores Mobiliários (CMV).

O movimento se deu por meio da Nu Holdings, que controla o banco digital. A fintech vale, atualmente, US$ 30 bilhões, e o mercado internacional está de olho na companhia, de acordo com informações da Folha de S.Paulo.

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Isso porque em junho a empresa obteve um aporte de US$ 400 milhões em uma rodada de investimentos que contou, inclusive, com a participação da Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett.

Nubank: investidores poderão acessar ações via BDRs

Assim que ingressar na bolsa norte-americana, os investidores brasileiros poderão alocar no Nubank via Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que são títulos emitidos no Brasil e replicam valores mobiliários de emissão de companhias abertas no exterior.

A fintech, que começou as operações em uma casa alugada na periferia de São Paulo, é hoje o maior banco digital independente do mundo, com escritórios também no México e Colômbia, tendo mais de 40 milhões de clientes.

E o mercado fica atraído não apenas pelo core busines do Nubank, que por si só é um fenômeno em termos de gestão, mas também pelo marketing da companhia, que conseguiu implementar uma esteira que atrai cada vez mais gente para seus produtos e serviços.

Tudo começou com a oferta de um cartão de crédito roxo, carro-chefe da empresa até hoje, que concedia crédito para jovens que naquela fase da vida tinham pouco score para acessar esse tipo de produto. E deu muito certo, tanto que a companhia possui uma legião de fãs.

Visão de negócio

Quem acha que o Nubank está tirando um pé do Brasil para se dedicar exclusivamente a outros mercados se engana. A própria companhia destacou, em reportagens recentes, que o país tem muito “chão” para ser conquistado.

Isso porque, disse, os grandes bancos detêm 86% do mercado. Ou seja, o Nubank vai pra cima das instituições convencionais a fim de ganhar terreno.

A briga promete ser boa e o Nubank tem cacife para fazer frente à concorrência, principalmente porque se tornou o único representante do Hemisfério Sul entre as dez maiores startups do mundo, além de ser o único decacórnio no Brasil de capital fechado – até agora.

O termo refere-se a uma “espécie” ainda mais rara que os unicórnios, e faz menção a um animal mítico que, no jargão das startups, significa a próxima empresa de US$ 10 bilhões.