IPO da JFL Holding: conheça a construtora de luxo que vai estrear na B3

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Divulgação

A construtora de imóveis de luxo JFL Holding está na fila para IPO (Oferta Pública Inicial).

Também conhecida como JFL Living, a gestora e construtora tem foco nas áreas nobres de São Paulo.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Pelo prospecto preliminar enviado à CVM, a companhia diz ser uma plataforma de gestão líder no chamado mercado de Multifamily.

Com operações iniciadas em 2015 por Jorge Felipe Lemann e por Carolina Burg Terpins, a empresa já possui quatro empreendimentos prontos: VHouse, VO 699, JML 747 e GO 850. Juntos, eles totalizam mais de 650 unidades de alto padrão operadas pela JFL Living.

Vamos conhecer melhor a empresa?

A história da JFL Holding

A JFL Living começou quando Jorge Felipe Lemann e Carolina Burg Terpins adquiriram landbank para o desenvolvimento do projeto Faria Lima, no bairro de Pinheiros. Este projeto possui plantas e tamanhos versáteis com itens personalizados ao seu estilo de vida de seus futuros moradores.

As unidades foram projetadas para serem práticas, funcionais e dinâmicas, e ao mesmo tempo, confortáveis e acolhedoras. A sua localização, entre pontos comerciais e residenciais nobres da cidade, entre Alto de Pinheiros e Jardins, torna-se um ponto forte e atrativo para os clientes.

Em 2017, a JFL V House Investimentos Imobiliários Ltda. realizou a aquisição do imóvel VHouse, localizado entre Pinheiros e o Jardim Paulistano, um dos pontos mais disputados de São Paulo.

O VHouse entrou em operações em 2018, mesmo ano no qual a JFL Living realizou a aquisição do VO699 pela JFL Vila Olímpia Empreendimentos Imobiliários. Este segundo projeto se destaca pela experiência de viver na Vila Olímpia, região repleta de praticidade, e pela atenção a cada detalhe com o que há de mais representativo no décor brasileiro, com design realizado em parceria com a Casa Vogue.

Por último, em 2018, iniciou-se o desenvolvimento do projeto Faria Lima, adquirido em 2015. Em 2019, buscando expandir ainda mais seu portfólio de projetos, a companhia adquiriu o Casa dos Ipês pela Casa dos Ipês Empreendimentos Imobiliários S.A. e o JML747 pela JFL Jardim Paulista Empreendimento Imobiliário.

Em 2020, o VO699 iniciou operações, aumentando a participação da JFL Living no mercado premium de locação e a exposição de sua marca.

No primeiro mês do ano subsequente, como parte de sua estratégia de reciclagem de capital, a companhia viabilizou a captação de R$150 milhões do JFL Living Fundo de Investimento Imobiliário (JFLL11).

Para viabilizar seus novos empreendimentos, a companhia assinou em 2021 uma parceria de financiamento de capital com o CSHG (Credit Suisse Hedging Griffo), com venda parcial de ativos, visando a constituição de novo fundo imobiliário dedicado ao setor de renda residencial.

Neste mesmo ano, em parceria com a São Carlos Empreendimentos e Participações S.A. realizou a aquisição de um novo edifício na Vila Olímpia com vistas a expandir sua atuação para o mercado de médio-alto e alto padrão, que já está em operação desde a aquisição.

A companhia atualmente está desenvolvendo seis novos projetos e planeja continuar a crescer no mercado em São Paulo, assim como, futuramente, em novas geografias.

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo

JFL

O negócio da empresa

A JFL Holding S.A. é uma plataforma de gestão líder no crescente mercado de multifamily, contando com quatro empreendimentos prontos e seis empreendimentos em desenvolvimento, que somados totalizarão mais de 1.700 unidades.

Propriedades multifamily consistem em complexos de residências onde a gestão é realizada de maneira centralizada quando a maior parte das unidades pertencem a um mesmo indivíduo, empresa ou outro veículo de investimento.

Dessa maneira, todos moradores são inquilinos e a gerência é feita de maneira consolidada – nesse caso, pela JFL Living.

Reconhecida no mercado por proporcionar um ecossistema com uma experiência de luxo, inovadora e com alta percepção de valor pelos clientes, a JFL oferece experiência e excelência para seus moradores alavancado por sólida expertise na gestão de propriedades associado a um forte DNA digital.

A companhia realiza tanto a seleção de terrenos e a incorporação dos empreendimentos, quanto a decoração das unidades, locação e gestão.

Atualmente, a companhia tem quatro empreendimentos prontos – VHouse, VO 699, JML 747 e GO 850 – que juntos somam mais de 650 unidades operadas pela JFL Living, todas localizadas nas melhores regiões de São Paulo.

Além disso, outros seis projetos estão em desenvolvimento e irão acrescentar mais 1.158 m² unidades ao portfólio de gestão – todos sendo desenvolvidos em localizações premium de São Paulo. No total, a companhia possui um pipeline de projetos com mais de 118 mil ABL (Área Bruta Locável), com um investimento total de R$2,6 bilhões.

Vantagens competitivas

  • Qualidade diferenciada com propriedades em locais premium e amenidades selecionadas;
  • Apartamentos decorados e totalmente mobiliados com alto conteúdo de design, projetados para manter o conceito de uma casa;
  • Experiência de se morar em comunidade;
  • Excelência, sem complicações e sem manutenção;
  • Praticidade: entrada simples e eficiente com fatura mensal única.

Fatores de risco

  • Eventuais falhas na implementação da estratégia de negócios da companhia e na execução e atrasos no cumprimento do prazo de construção e conclusão dos seus empreendimentos imobiliários, bem como de empreendimentos imobiliários de terceiros que a JFL adquire, podem gerar custos adicionais e/ou prejudicar sua reputação, sujeitar-lhe a eventual imposição de indenizações, diminuir sua rentabilidade e, consequentemente, afetar negativamente a companhia.
  • A companhia pode não ser capaz de realizar aquisições com a regularidade, ou mesmo a preços e em condições favoráveis quanto previsto em sua estratégia de negócios, inclusive em razão de queda ou aumento na atratividade e/ou valor de mercado das áreas onde a companhia possui empreendimentos, mesmo depois da celebração de compromissos de compra e venda, o que poderia ter um efeito adverso relevante sobre seu crescimento, e sobre o resultado de suas operações ou sobre a cotação de suas ações.
  • A JFL pode não ter sucesso na prospecção de locatários, estando sujeita ao risco de vacância. O lançamento de novos empreendimentos imobiliários residenciais para locação próximos aos nossos e o valor dos imóveis e preços de locação poderão, ainda, reduzir a capacidade da companhia de renovar as locações ou locar espaços para novos locatários, o que poderá requerer investimentos não programados, prejudicando os negócios, a condição financeira e os resultados operacionais.
  • A empresa pode estar sujeita ao risco de redução ao valor recuperável das propriedades para investimento e dos imóveis a comercializar.
  • Os contratos financeiros da JFL e de determinadas subsidiárias contam com cláusulas restritivas (covenants). O não cumprimento dessas cláusulas restritivas pode causar o vencimento antecipado das dívidas contraídas pela companhia e/ou por suas subsidiárias, o que pode ter um efeito negativo para a companhia.

Sobre o IPO da JFL Holding

A companhia protocolou pedido de IPO na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em 2 de setembro. A companhia quer ser listada no Novo Mercado da B3.

A oferta terá distribuição primária (quando há emissão de novas ações e a verba vai para o caixa da empresa) e secundária (quando há venda de ações por parte dos sócios).

De acordo com a JFL os recursos da oferta serão usados para:

  • Novos projetos para desenvolvimento, construção e investimentos estratégicos em tecnologia (55%);
  • Otimização do pagamento de dívida e da estrutura de capital (24%);
  • Aquisição de novos ativos (21%).

Irão coordenar a oferta BTG Pactual em conjunto com o Bradesco BBI e a Genial Investimentos.

Ainda não há informações sobre preços e prazos da oferta.