Cinco construtoras devem abrir ofertas públicas em 2020, diz Estadão

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores
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Cinco construtoras residenciais devem abrir ofertas públicas pela primeira vez na bolsa de valores. As ofertas somadas devem atingir a cifra de R$ 5 bilhões, informa o Estadão. O movimento das construtoras é uma forma de acelerar e ajudar na captação de recursos para novos lançamentos imobiliários.

Uma pesquisa feita pela consultoria Economatica, a pedido do Estadão, mostrou que a construção civil teve o maior retorno na Bolsa de Valores, no último ano. As ações das empresas da construção civil tiveram uma valorização de 104% em 2019. A construção civil ficou a frente dos seguintes setores:

  • Petróleo e Gás: 66% de valorização
  • Energia elétrica: valorização de 51%
  • Comércio: crescimento de 40,5%
  • Intermediários financeiros: 20% de valorização 

A onda de cortes nas taxas de juros facilitou o acesso ao crédito para muitos brasileiros. Prova disso foi o aumento nos números de lançamentos de imóveis em 2019. Até outubro, 81 mil unidades foram lançadas – aumento de 6% se comparado com 2018.

Por que fazer em 2020 os IPO’s?

O principal motivo que leva uma empresa a abrir seu capital é para ter acessos aos recursos dos acionistas. Com o capital, essas empresas possuem recursos para ampliação e crescimento.

Para o IPO, 2020 é um ano positivo para as empresas do setor de construção civil. Isso porque antes a construção civil estava em um momento muito ruim. Além disso, a crise econômica fez com que o sonho da casa própria fosse adiado. 

Além das cinco construtoras, outras empresas devem aumentar a lista de empresas da construção civil residencial. Isso porque o cenário otimista deve influenciar outras empresas. 

Mas a valorização das empresas não deve seguir os mesmos moldes vistos em 2013. Na época, a construção civil passou por um boom – nesse período a economia brasileira passava por uma fase de crescimento.

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A abertura de capital pode ser usado para realizar investimentos que internacionalizam essas construtoras. Além disso, com o capital é possível desenvolver novos produtos, pagar dívidas, fundar filiais, comprar outras empresas, enfim, abre uma série de possibilidades para que essas construtoras possam crescer.  

Boom da construção civil 

O setor da construção civil brasileiro alcançou seu maior valor nominal de mercado. Em novembro deste ano, o setor alcançou R$ 42,4 bilhões. A alta foi de 167% em relação ao mesmo período de 2018.

Cenário que é bem diferente que de 2015. Na época, diante de recessão, ajuste fiscal e consequências da Operação Lava-Jato, a crise das construtoras parecia não ter fim. Foram cerca de 600 mil demissões e queda de 98% nos lucros das companhias do setor.

Agora, há alguns fatores que ajudam na recuperação do setor: 

  • Recuperação da atividade econômica junto com a queda nas taxas de desemprego
  • Corte na taxa básica Selic, que levou diversos bancos a reduzir os juros do financiamento imobiliário
  • Estabilização da oferta com a redução no volume de lançamentos dos últimos anos
  • Aprovação da nova lei dos distratos, que deve minimizar o impacto desse problema no futuro

Mas é preciso ter cautela para quem quer investir nessas novas empresas que devem entrar para bolsa de valores. Para o investidor escolher entre os IPOs e as empresas que já têm capital aberto não é tarefa fácil nem mesmo para especialista ou mais experientes no mercado.