IGP-M, que ajusta aluguel, sobe 1% na segunda prévia de abril

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

Na segunda prévia de abril, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é usado como referência para os reajustes do aluguel, variou 1%. Na primeira leitura, o indicador ficou em 1,05%. Na comparação com a segunda prévia de abril do ano passado, a variação foi de 0,99%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17), pela Fundação Getulio Vargas.

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 2,70% no ano e alta de 6,89% em 12 meses.

Para o cálculo do segundo decêndio do IGP-M foram comparados os preços coletados no período de 21 de março a 10 de abril. Ou seja, a pesquisa já avalia a inflação sob impacto das paralisações e medidas de restrição à circulação decorrentes da pandemia de coronavírus.

Entenda o IGP-M

O IGP-M é formado a partir de outros três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

IGP-M: IPA recua

O IPA passou de 1,41% no segundo decêndio de março para 1,36% no segundo decêndio de abril.

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais caíram 0,02%, ante 0,97% de março. A maior contribuição veio de combustíveis para o consumo (-1,94% para -22,33%).

Bens Intermediários variaram 0,23%, ante -0,03% do mesmo período do mês anterior. Matérias-Primas Brutas foi de 3,45% para 3,93%. Destaque para a queda nos preços dos itens bovinos (4,11% para -3,07%), aves (1,89% para -4,39%) e suínos (3,13% para -7,44%).

IGP-M: IPC sobe

O IPC subiu 0,28%, ante 0,04% no mesmo período de março.

Seis das oito classes de despesa subiram, com destaque para o grupo Alimentação (0,63% para 1,42%). O item hortaliças e legumes foi de 4,65% para 8,99%.

Também subiram Educação, Leitura e Recreação (-1,04% para 0,41%), Habitação (-0,13% para 0,38%), Despesas Diversas (-0,04% para 0,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,46%) e Vestuário (-0,11% para -0,08%).

Os grupos Transportes (-0,01% para -1,04%) e Comunicação (0,08% para 0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Destaque para gasolina (-0,95% para -3,59%) e tarifa de telefone residencial (0,77% para 0,36%).

INCC também recua

O INCC variou 0,22%. No mês anterior, o índice foi 0,37%. Dois grupos tiveram quedas: Materiais e Equipamentos (0,37% para 0,57%) e Mão de Obra (0,40% para 0,00%). O grupo Serviços repetiu a taxa do mês anterior, que foi de 0,15%.

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