IGP-10 avança 4,34%, acima da projeção; commodities puxam alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 4,34% em setembro, ante 2,53% em agosto. A projeção do mercado era por alta de 4,15%.
Com o resultado, o índice acumula alta de 13,98% no ano e de 17,03% em 12 meses.

Em setembro de 2019, o índice caíra 0,29% no mês e acumulava elevação de 3,65% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do indicador, subiu 5,99%, ante 3,38% do mês anterior.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-10, variou 0,46%, ante 0,48% de agosto.

E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-10, variou 0,80% em setembro, ante 1,01% em agosto.

“A alta do índice de preços ao produtor continua sendo o principal responsável pela aceleração do IGP-10. O IPA segue influenciado pelos preços de grandes commodities tais como minério de ferro (16,01%), soja (13,47%) e milho (15,20%). Juntos esses produtos responderam por 48% da alta do indicador nesta apuração”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

IGP-10: IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 5,99% em setembro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 3,38%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 0,86% em agosto para 2,56% em setembro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,35% para 5,26%.

O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 2,55% em setembro. No mês anterior, a taxa havia sido 1,21%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de 2,64% em agosto para 3,63% em setembro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,83% para 3,41%.

O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 3,12% em setembro, ante 1,58% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 6,45% em agosto para 11,17% em setembro.

IGP-10: IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,46% em setembro. Em agosto, o índice havia apresentado taxa de 0,48%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo. Destaque para Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para -0,34%).

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Comunicação (0,72% para 0,01%) e Transportes (1,14% para 0,91%). Ainda Habitação (0,64% para 0,50%), Vestuário (-0,25% para -0,35%) e Despesas Diversas (0,42% para 0,30%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,33% para 0,99%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,77% para 0,38%) apresentaram acréscimo.

Custo da Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,80% em setembro, ante 1,01% em agosto. Materiais e Equipamentos foi de 1,33% para 2,03%. Serviços, de 0,25% para 0,01%. E Mão de Obra, de 0,93% para 0,08%.