Ipea: entrada do Brasil na OCDE pode aumentar em 0,4% o PIB per capita por ano

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Reprodução / Facebook / OCDE

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 0,4% do PIB per capita, por ano, com a eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A publicação “O que o Brasil pode esperar da adesão à OCDE”,  de autoria dos pesquisadores Otaviano Canuto e Tiago Ribeiro, compõe a edição especial da Revista Tempo do Mundo. A publicação, editada pelo Ipea, apresenta uma série de 13 artigos sobre a candidatura do Brasil como membro da OCDE.

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De acordo com dados analisados e fornecidos pelo Banco Mundial, os autores Otaviano Canuto e Tiago Ribeira apontam que, caso a candidatura do Brasil seja aceita e confirmada, os estímulos em fluxo de capital devem impulsionar a atividade de comércio exterior.

O crescimento econômico previsto é de aproximadamente US$ 7 bilhões anuais em geração de bens e serviços.

OCDE: abertura para a economia global

Entre os principais benefícios econômicos listados, os pesquisadores avaliam que a eventual entrada do Brasil na OCDE pode alavancar o processo de abertura para a economia global.

O estudo destaca a possibilidade de contribuir para o aumento do superávit e ampliar a captação de novos investimentos externos no país.

Além disso, o processo pode impulsionar a participação de cadeias produtivas globais, bem como a realização de novos acordos de cooperação com organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Redução de 36,9% das barreiras tarifárias

A edição especial da Revista Tempo do Mundo traz indicadores que analisam os impactos econômicos gerados em países membros da OCDE. Os dados verificados pela economista Catalina Crane Arango, no estudo “O Caminho da Colômbia para a OCDE”, apresentam um diagnóstico sobre os resultados observados após o ingresso do país na entidade.

As análises confirmam a previsão de benefícios econômicos estimados, como a redução de 36,9% das barreiras tarifárias, resultando em acréscimo de 1,8% no comércio interno no período entre 2015 e 2019.

A mesma tendência de alta e de ganhos para a balança comercial foi observada nos casos da Hungria, Polônia e República Eslava, após estes países terem ingressado na OCDE.

OCDE: Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia

Na avaliação de Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e editor da Revista Tempo do Mundo, os estudos publicados contribuem para fortalecer o diálogo entre acadêmicos e executores de políticas públicas sobre a possível entrada do Brasil na OCDE.

“Os dados, em conjunto com a pluralidade de abordagens presentes na publicação, ajudam a avaliar os potenciais benefícios, custos e desafios para o país, caso a entrada na OCDE venha de fato a ocorrer”, observou.

Atualmente, além do Brasil, Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também pleiteiam a acessão à OCDE.

A entidade conta atualmente com 36 membros, e o aumento no número de candidaturas fez a OCDE buscar a definição de novos critérios para a aceitação de candidaturas.

O Brasil apresentou formalmente sua candidatura em 2017 com o objetivo de implementar avanços na agenda de política econômica externa.

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