Ipea aponta em março recuo de 11,9% na demanda por bens industriais

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mede a produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, recuou 11,9% em março de 2020, na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal.

A comparação de fevereiro com janeiro também já apontava recuo de 1,2%, de modo que o fechamento do primeiro trimestre de 2020 mostrou um retrocesso de 1,2%.

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Comparativos do Ipea

Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 14% em março, as importações de bens industriais recuaram 1,3%. No trimestre, houve queda de 3,2% nos bens nacionais e alta de 4,7%, nos importados, sustentado ainda pelo desempenho de janeiro, quando houve aumento de 14,9%.

Na comparação com março de 2019, o consumo aparente caiu 3%; os bens nacionais, 8%; e os bens importados subiram 22,9%.

No ano, o consumo aparente ainda segura alta de 0,7%, enquanto os bens nacionais caíram 2,1%. Os bens importados subiram 13,7%.

Nos últimos 12 meses, baixa também apenas nos bens nacionais, 1,2%. Alta no consumo aparente, 0,2%, e nos bens importados, 7%.

Produção Industrial

Em março, em relação a fevereiro, a produção industrial caiu 9,1%, um tombo que reflete também no acumulado do trimestre, quer ficou negativo em 2,6%.

Com relação a março de 2019, a produção industrial caiu 3,7%, o que refletiu também na comparação com o primeiro trimestre do ano passado: menos 1,6%.

Já no acumulado do ano, a produção industrial está com contração de 1,6%. Nos 12 últimos meses, a retração é de 1%.

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Grandes categorias econômicas

“Em relação às grandes categorias econômicas”, diz o relatório do Ipea, “o fraco desempenho de março na comparação dessazonalizada foi generalizado. Enquanto o segmento bens de capital recuou 15,1% em março, a demanda por bens intermediários cedeu 5,6%”.

“O destaque negativo ficou por conta dos bens de consumo duráveis, que retraíram 28% na margem. Na comparação interanual, o resultado foi similar. Apenas a demanda por bens intermediários não recuou, mantendo-se estável em relação a março de 2019”, segue.

Com relação às classes de produção, na comparação dessazonalizada, o fraco desempenho observado nas grandes categorias econômicas se refletiu no resultado da demanda interna por bens da indústria de transformação, que recuou 12,4%, com relação a fevereiro.

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A extrativa mineral cedeu 7,4%, segunda queda consecutiva nessa base de comparação – em fevereiro, a queda havia sido de 9,9%.

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Com base na análise setorial, apenas dois segmentos avançaram, de um total de 22, reduzindo o índice de difusão (que mede a porcentagem dos segmentos da indústria de transformação com o aumento em comparação ao período anterior, após ajuste sazonal) para 9%, ante os 73% de fevereiro.

Entre aqueles com peso relevante, os destaques negativos ficaram por conta dos segmentos veículos e artigos de couro, que registraram baixas de 34,3% e 32,3% na margem, respectivamente, de acordo com o relatório do Ipea.

Na comparação de 2020 e 2019, o resultado foi menos negativo, com dez segmentos registrando crescimento em março ante o mesmo período de 2018. O segmento outros equipamentos de transporte foi o destaque positivo, com alta de 19%.

“Por fim, em relação ao resultado acumulado em doze meses, treze segmentos apresentaram variação positiva, com destaque para o segmento máquinas e equipamentos, com alta de 7,3%”, encerra.

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