IPC-Fipe recua 0,47% na segunda semana de maio

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Na segunda semana de maio, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), que calcula a inflação na cidade de São Paulo, apresentou variação de -0,47%, ante -0,40% da semana anterior.

A divulgação foi feita na manhã desta terça-feira (19), pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Entre os grupos avaliados na pesquisa, destaque para a deflação de Transportes, que teve leitura de -1,64%.

Despesas pessoais também teve deflação, de -1,45. Habitação e Vestuário registraram -0,60% e -0,53%, respectivamente.

Em sentido oposto, apresentaram inflação o grupo Alimentação (+0,74%), Saúde (+0,16%) e Educação (+0,04).

IPC-Fipe

O resultado ainda demonstra os efeitos da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social adotadas para conter a proliferação do vírus, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as autoridades de saúde.

Com a quarentena, aumenta a procura por alimentos nos supermercados, para consumo em casa. Os transportes apresentam queda pela menor demanda em função da redução da mobilidade. E despesas pessoais configuram itens considerados não-essenciais.

Entenda o IPC-Fipe

O índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC-Fipe) é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e um dos mais antigos do Brasil.

Ele estima as variações do custo de vida das famílias com renda familiar entre 1 e 10 salários mínimos. E começou a ser calculado em janeiro de 1939.

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