IPCA tem maior nível para dezembro desde 2002, puxado por carnes

Joana Kurtz
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Influenciado pela alta dos preços das carnes, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 1,15% – maior resultado para um mês de dezembro desde 2002, quando atingiu 2,10%. O índice ficou acima da mediana do mercado, que era de 1,07%.

Além disso, é o mais elevado desde junho de 2018, quando avançou 1,26% por causa da greve dos caminhoneiros.

Em novembro, o índice havia ficado em 0,51%. Já em dezembro de 2018, a taxa tinha sido de 0,15%.

No ano, o IPCA acumulou variação de 4,31%, 0,56 ponto porcentual acima dos 3,75% registrados em 2018 e acima da meta oficial do governo, que é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação, com 3,38% (maior variação desde dezembro de 2002), e o maior impacto, com 0,83 ponto percentual entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O resultado foi particularmente afetado pelo comportamento dos preços das carnes (18,06%), que contribuíram com o maior impacto individual no IPCA de dezembro (0,52 p.p.).

Os preços do frango inteiro (5,08%) e dos pescados (2,37%) também subiram, assim como os de outros gêneros alimentícios, como o feijão-carioca (23,35%) e o tomate (21,69%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-8,76%) e o pão francês (-0,68%).

Outros seis grupos também registraram alta em dezembro, com destaque para os Transportes (1,54%) e as Despesas pessoais (0,92%). No lado das quedas, a maior contribuição negativa veio da Habitação (-0,13 p.p.), cuja variação no índice do mês foi de -0,82%. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,48% nos Artigos de residência e a alta de 0,66% em Comunicação.

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No caso dos Transportes, o avanço é explicado pela alta dos combustíveis (3,57%), com destaque para a gasolina (3,36%) e o etanol (5,50%).


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