IPCA acelera 0,86% em outubro, pouco acima das projeções

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro acelerou 0,86%, pouco acima da projeção de 0,84% do mercado. Em setembro, a alta foi de 0,64%.

No ano, a alta é de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

O registro marca o maior resultado para o mês de outubro desde 2002, mês em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito, e o indicador teve leitura de 1,31%.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões do mercado de Investimentos.

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Na prévia do mês, o IPCA-15, a inflação ficou em 0,94%.

Alimentos e bebidas têm maior alta no IPCA

A maior variação (1,93%) e o maior impacto (0,39 ponto porcentual) no índice do mês vieram do grupo Alimentação e bebidas. Ele teve desaceleração em relação a setembro (2,28%).

A desaceleração ocorreu principalmente em função de altas menos intensas em alguns alimentos, como o arroz (13,36%) e o óleo de soja (17,44%).

Por outro lado, a alta no preço do tomate (18,69%) foi maior que em setembro (11,72%). Itens cujos preços haviam recuado no mês anterior, como as frutas (-1,59%) e a batata-inglesa (-6,30%), registraram alta em outubro. De 2,59% e 17,01%, respectivamente.

A alimentação fora do domicílio passou de 0,82% em setembro para 0,36% em outubro

Transportes tem segundo maior impacto

O segundo maior impacto (0,24 ponto porcentual) no IPCA veio dos Transportes (1,19%). A segunda maior variação veio dos Artigos de residência (1,53%), que contribuíram com 0,06 ponto porcentual no resultado geral.

Outro destaque no lado das altas foi o grupo Vestuário (1,11%), que acelerou frente a setembro (0,37%).

Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,04% em Educação e a alta de 0,36% em Habitação.

Projeção do IPCA no Boletim Focus

De acordo com a expectativa do mercado financeiro, captada semanalmente pelo Boletim Focus do Banco Central, o IPCA deve fechar o ano em 3,02%. Há doze semanas o Focus projeta alta do indicador.

Para 2021, a estimativa do mercado financeiro para a inflação no Boletim Focus subiu ligeiramente de 3,10% para 3,11%.

Apesar da alta, o Banco Central considera que a aceleração da inflação é passageira.