IPCA-15 sobe 1,20% em outubro; em 12 meses, acumula alta de 10,34%

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: anna-shvets-pexels

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, foi a 1,20% em outubro. A taxa avançou 0,06 ponto percentual acima da observada em setembro (1,14%).

Esta é a maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%). É ainda a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30%. Em 12 meses, acumula 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve variações positivas em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O maior impacto (0,43 ponto) e a maior variação (2,06%) vieram do grupo Transportes. A segunda maior contribuição veio de Habitação (1,87% e 0,30 ponto). Esta foi acima da registrada no mês anterior (1,55%).

Na sequência, veio Alimentação e bebidas (1,38%), cujo resultado acelerou em relação ao IPCA-15 de setembro (1,27%) e contribuiu com 0,29 ponto. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o -0,01% de Saúde e cuidados pessoais e o 1,32% de Vestuário.

IPCA-15

IPCA-15: gasolina acumula alta de 40,44% em 12 meses

O maior impacto no grupo dos Transportes (2,06%) veio das passagens aéreas, que subiram 34,35% e contribuíram com 0,16 p.p. para o resultado do mês. O resultado do grupo foi influenciado também pela alta nos preços dos combustíveis (2,03%). A gasolina subiu 1,85% e acumula 40,44% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também subiram: etanol (3,20%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%).

No grupo Habitação (1,87%), o destaque ainda é a energia elétrica (3,91%), maior impacto individual no índice do mês (0,19 ponto). Em outubro, permanece em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica. Esta acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Durante o período base do IPCA-15, vigorou tanto a bandeira Escassez Hídrica, na primeira quinzena de setembro, quanto a bandeira vermelha patamar 2, na segunda quinzena de agosto. Outra contribuição considerada importante veio do gás de botijão (3,80%). Os preços deste produto subiram pelo 17º mês consecutivo e acumulam, em 2021, alta de 31,65%.

Alimentação é influenciada por consumo domiciliar

O resultado do grupo Alimentação e bebidas (1,38%) foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que passou de 1,51% em setembro para 1,54% em outubro. Os preços das frutas subiram 6,41% e contribuíram com 0,06 ponto de impacto.

Houve altas também nos preços do tomate (23,15%), da batata-inglesa (8,57%), do frango em pedaços (5,11%), do café moído (4,34%) do frango inteiro (4,20%) e do queijo (3,94%).

Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-2,72%) e, pelo nono mês consecutivo, do arroz (-1,06%). As carnes (-0,31%), após 16 meses seguidos de alta, tiveram queda.

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,69% em setembro para 0,97% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,71%), cujos preços haviam recuado 0,46% no mês anterior. A alta da refeição (0,52%) foi menor que a de setembro (1,31%).

Houve altas em todas as áreas pesquisadas, em outubro. O menor resultado ocorreu em Belém (0,51%), devido à queda nos preços do açaí (-4,74%), das carnes (-0,98%) e dos itens de higiene pessoal (-0,64%). A maior variação foi registrada em Curitiba (1,58%), com altas da energia elétrica (4,15%) e da gasolina (3,47%).