Investir na bolsa ou com fundos de ações: qual a melhor opção?

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução/Pixabay

Quando se fala em mercado de ações, as pessoas normalmente imaginam duas situações:

  1. A possibilidade de ficarem milionárias rapidamente ao escolher uma empresa que terá um crescimento gigantesco em um curtíssimo espaço de tempo.
  2. Ou vem à mente o medo de perder todos os investimentos se as ações da empresa escolhida sofrerem uma forte desvalorização.

E mesmo que não sejam comuns, ambas as situações são possíveis.

Investimentos em renda variável podem ser feitos de diversas maneiras. No entanto, muitas pessoas desconhecem estas possibilidades e por isso acabam fugindo do mercado de ações.

Neste artigo, você vai conhecer a melhor maneira de investir em ações. Isso sem precisar de maiores conhecimentos e sem comprometer o seu tempo com o sobe e desce do mercado.

Bolsa de Valores: o que é e como funciona?

Bolsa de valores é o “local” onde são negociados diversos tipos de valores mobiliários. Esse valores mobiliários podem ser: ações, títulos de renda fixa, derivativos financeiros e agropecuários, títulos públicos federais e moedas.

Considerado um mercado de balcão organizado, a bolsa de valores determina regras e normas de negociação dos títulos mencionados acima.

No Brasil, a única bolsa de valores é a B3, localizada no centro da cidade de São Paulo.

A B3 é uma das principais bolsas de valores do mundo e seu principal índice de negociação é o Ibovespa.

Investindo pela Bolsa de Valores

Bolsas de valores possuem grande papel na economia do país, pois é através delas que o mercado negocia títulos e valores mobiliários.

Apesar de negociar diversos tipos de títulos e valores mobiliários, sempre que o investidor em geral se refere à bolsa, associa a compra e venda de ações. Mas elas contam com diversos participantes:

  • investidores em geral (pessoas físicas ou jurídicas);
  • tesouraria de bancos;
  • fundos de investimentos (através de gestoras de investimento);
  • investidores institucionais;
  • fundos de pensão e;
  • tesouro nacional.

Sendo assim, cada participante tem seu papel fundamental na negociação em bolsa de valores.

Como investir em ações

O investimento em ações é o mais adequado para o investidor que assume um certo risco em troca de alta lucratividade.

Os caminhos mais tradicionais para o investidor em geral acessar a bolsa de valores são:

  • Corretoras: é possível negociar diretamente com as corretoras, porém, isso demanda tempo e conhecimento;
  • Fundo de investimentos: também podemos negociar através de fundos de investimentos disponíveis no mercado, os chamados fundos de ações.

Todo investidor que pretende negociar ações por conta própria, precisa da intermediação de uma corretora. Ou seja, não é possível comprar ações diretamente das empresas.

Esse tipo de investidor pode contar com consultorias e ajudas de profissionais disponíveis no mercado. Mas para efetivar a negociação, somente poderá ser feita através de uma corretora.

Fundos de investimento em ações

Estão se tornando cada vez mais comuns em carteiras de pessoas que buscam elevar o rendimento de seus ativos.

Como nem todos os investidores têm o conhecimento e sangue frio necessário para investirem na bolsa, os fundos são uma excelente maneira de diversificar suas aplicações e garantir que os seus recursos sejam geridos por profissionais de grande experiência.

Fundos de ações são fundos que devem ter 67% da sua carteira voltada para o mercado de ações.

Sendo assim, estes fundos são uma ótima maneira de ter o rendimento de renda variável na carteira.

Ao mesmo tempo, eles não desprendem muito tempo do seu dia a dia em acompanhamento e conhecimento avançado sobre empresas.

Dessa forma, com ele você terceiriza a tomada de decisão sobre esse recurso de maior risco para um gestor. Contando com uma equipe qualificada e com um grande “know-how”.

Esses fundos podem ser ativos ou passivos, ou seja, tentam superar ou seguem a rentabilidade do índice de referência que eles têm.

Outra característica importante é que o imposto de renda é sempre 15% sobre o lucro, diferente dos outros fundos de investimento que trabalham com a tabela regressiva de imposto de renda.

Como funciona um fundo de investimentos?

Na verdade, fundo de investimentos é uma organização de investidores com interesses parecidos.

O funcionamento dos fundos de investimentos é bem parecido com um condomínio. Em resumo, cada proprietário possui o seu próprio imóvel. Mas como estão localizados em um lugar comum que atende e beneficia a todos, paga um valor para garantir a manutenção do prédio.

Ao investir em um fundo, o investidor adquire cotas do mesmo.

As cotas correspondem ao valor patrimonial do fundo e são rentabilizadas diariamente de acordo com a decisão tomada pelo gestor do fundo.

Para entender um pouco mais sobre fundos de investimento, existem algumas figuras que precisam ser conhecidas.

figuras que precisam ser conhecidas.

Custodiante

Custodiante é um termo pouco conhecido pelos investidores.

É de muita importância que todos tenham conhecimento do papel desse agente. Isso porque é no custodiante que fica realmente “guardado” o dinheiro de cada fundo e não na gestora que leva o nome e faz a administração.

Esse agente é quem realmente faz a compra e a venda dos ativos, pois é ele quem tem a ‘guarda’ do dinheiro do fundo.

Gestor

O gestor de investimentos de cada fundo é a empresa que geralmente levam o nome do fundo. O papel do gestor é realmente tomar a decisão de investimento dos fundos. Ou seja, é ele quem monta a carteira distribuindo os ativos que compõem o fundo e controla o risco que esses ativos carregam.

Administrador

No controle da organização, está o administrador. O administrador presta serviços essenciais para o fundo. É ele quem garante o funcionamento do fundo controlando o fluxo de caixa. Também administra os demais profissionais envolvidos no fundo: custodiante, gestor e auditor.

Auditor

O auditor tem papel de extrema importância na segurança do fundo, afinal, todo investidor quer ter certeza de que seu investimento seja seguro.

O auditor é uma empresa independente contratada pelo administrador de cada fundo. Ela fica responsável pela verificação dos documentos e das contas do fundos, para garantir transparência e segurança aos investidores.

Custos envolvidos

Outro tema importante e bastante questionado pelo investidores são os custos envolvidos.

Taxa de Administração

Para remunerar cada um destes agentes mencionados anteriormente, o fundo cobra uma taxa de administração.
Essa taxa varia de fundo para fundo e é utilizada para pagar todos os custos envolvidos em um fundo e remunerar seu gestor.

Taxa de Performance

Outro custo importante em um fundo de investimento é a taxa de performance.

Essa taxa é opcional, ou seja, nem todos os fundos a cobram. É uma taxa utilizada para “premiar” o gestor do fundo pelo bom trabalho que ele teve na alocação dos recursos ao superar o índice de referência que cada fundo tem (benchmark).

Por que investir na Bolsa usando Fundos de Ações?

Com a alta do mercado de ações e a baixa da renda fixa nos últimos anos, ações foram muito buscadas pelo pequeno investidor. O mercado chama bastante a atenção dos investidores que procuram melhorar seus ganhos, principalmente porque vimos a taxa de juros cair, assim como o rendimento.

Para investir em ações devem ser levados em consideração alguns fatores. Se for montar sua própria carteira, é necessário destinar bastante tempo e investir em conhecimento.

Também é fundamental ter tempo para acompanhar a evolução dos mercados e muita disciplina e disponibilidade para fazer as alterações necessárias.

Por estes motivos muitos investidores acabam se dando mal quando começam a investir sozinhos em ações e se frustram com esse mercado. Então o que fazer para investir em ações sem comprometer grande parte de nosso tempo?

Como já falamos anteriormente, o investimento em ações pode ser feito através de fundos. Isso nos permite transferir o acompanhamento e conhecimento específico para um gestor especializado que por sua vez, conta com uma grande equipe por trás.

Os fundos de ações são excelente maneiras de diversificar a nossa carteira pois existem diversos tipos, com diferentes estratégias de atuação.

Fundos de ações podem ser ativos ou passivos.

Fundos de ações ativos

São fundos que buscam superar o rendimento do seu índice de referência. No Brasil, o mais usado é o Ibovespa.

Através de diferentes estratégias adotadas por cada gestor, os fundos de ações ativos são opções mais arrojadas de investimento.

Estas estratégias podem ser a análise do valor das empresas, análise de seus fundamentos, métodos quantitativos formados por algoritmos de algum sistema, etc.

Fundos de ações passivos

Já os fundos de ações passivos tendem a acompanhar o índice de referência a que eles se determinaram.
Utilizam estratégias mais simples de investimento por isso são uma opção mais conservadora de investimento para quem está começando a investir em ações.

As opções são inúmeras e, conforme o perfil, o investidor escolhe qual fundo tem a estratégia que mais encaixa.

Tributação dos fundos de investimento em ações

Agora que você já conhece melhor o funcionamento de um fundo de ações, falaremos a respeito da tributação.

A tributação dos fundos de ações é outra característica diferente dos outros fundos de investimento em geral.

Nesses fundos não incide a tabela regressiva de imposto de renda. O imposto cobrado nos fundos de ações é de 15% sobre o lucro, independente do tempo que o recurso fica aplicado.

Além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide de maneira regressiva durante os primeiros 29 dias no fundo.

Com isso, os fundos de ações são os fundos que tem a tributação mais leve para o investidor. Desde seu início eles contam uma menor tributação do que outros fundos de investimento.

Melhores Fundos de Ações e como escolher

Existe uma quantidade significativa de fundos de ações disponíveis no mercado.
Mas o que o investidor pode fazer para encontrar os melhores fundos de ações no mercado?

Cuidados na hora de escolher um fundo:

Existem alguns cuidados que devem ser tomados na hora de escolher um fundo de ações para investir.

O grau de risco do fundo

O grau de risco de um fundo de ações é preciso ser levado muito a sério pois através dele conseguimos acompanhar a volatilidade que o fundo pode ter, o tamanho da exposição do fundo em ativos de risco muito elevado e saber se é um fundo ativo ou passivo.

Sua rentabilidade passada

A rentabilidade passada, mesmo não sendo garantia para rentabilidades futuras, também é importante ser observada em nossa análise. Isso porque ela pode mostrar ao investidor se o fundo consegue superar o seu índice de referência com constância e se realmente está alinhada com a expectativa do investidor para esse tipo de investimento.

As características de seu regulamento

Fundos de ações possuem características específicas diferentes dos outros fundos de investimentos. Para ser um fundo de ações, é preciso cumprir uma série de obrigações exigidas pelos órgãos reguladores.

O tamanho do patrimônio do fundo e o número de cotistas

O patrimônio e o número de cotistas também pode ajudar o investidor a tomar uma melhor decisão.

Através desses dois dados, consegue-se saber se o capital do fundo está diluído em diversos investidores e se realmente conta com um número alto de investidores diferentes para dividir o risco com você.

Então o melhor fundo de ações vai depender se ele se encaixa nas suas expectativas e se estas características listadas acima estão de acordo com o seu perfil de investidor.

Conclusão

Sempre, independentemente do cenário econômico, é necessário buscar mais conhecimento e informações para conseguir melhorar ou manter os ganhos do portfólio de investimento.

Para isso, precisamos diversificar de maneira inteligente nossa carteira de investimentos.

Não apenas migrar de um para o outro porque algum teve o melhor rendimento passado.

Lembre-se: Cada investidor tem seu perfil e pode aceitar os riscos de maneira diferente.

Então, após entender mais sobre investimento em ações e fundos de investimento em ações, é necessário escolher o mais adequado ao seu perfil. Ele deve atender as necessidades de investimento que você tem para o momento. O percentual a ser alocado também precisa ser confortável com sua realidade econômica.

Em caso de dúvidas, procurar um assessor de investimentos pode ser um diferencial para não acabar com um investimento que não atenda suas expectativas. E também para montar uma carteira mais balanceada de acordo com o momento que a economia se encontra.

Nós, da Eu Quero Investir, estamos dispostos a ajudar compartilhando conhecimento e informações para a melhor tomada de decisão em relação a sua carteira de investimentos, seja ela existente ou que ainda será formada.