Investir fora do Brasil: tudo o que você precisa saber

Gabriel Brolezzi
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Crédito: Csaba Nagy por Pixabay

Aprenda como você pode aumentar a diversificação da sua carteira e ter acesso a investimentos em outros países

Para os investidores que já possuem uma carteira bem elaborada com investimentos no mercado brasileiro, é natural que surja uma dúvida quanto à possibilidade de realizar investimentos internacionais.

Há uma série de motivos para investir no exterior, principalmente a fim de diversificação e maior segurança contra oscilações do mercado.

Entenda nesse artigo como isso pode ser fácil e quais são as alternativas existentes.

Motivos para investir fora do Brasil

Os investidores brasileiros bem sucedidos sabem que a economia opera em ciclos, há momentos em que é mais interessante investir em renda fixa e proteger o seu patrimônio e outros em que se aumenta a exposição à renda variável. Mesmo assim, se prender a investir apenas no Brasil é ignorar que 99% das empresas do mundo não estão disponíveis na bolsa brasileira.

Em primeiro lugar, por mais otimista que seja, o investidor que não diversifica a sua carteira com uma parte em ativos estrangeiros não está protegido contra uma eventual crise econômica no Brasil. Já quem possui investimentos atrelados ao dólar, por exemplo, passa por esses períodos melhor protegido.

Outro ponto que pesa muito para a decisão de investir fora do brasil, é o número de alternativas que se abrem. Por acaso você já pensou na possibilidade de investir em empresas como a Apple, Netflix e o Google? Da mesma forma, poder investir em setores promissores, como a tecnologia voltada a saúde ou a produção de carne artificial? Através da diversificação internacional isso se torna possível.

Formas de investir no exterior

Existem várias maneiras de realizar investimentos internacionais. Primeiramente, existem opções que não exigem o trabalho de enviar dinheiro para o exterior. Por outro lado, há aquelas que exigem o envio dos recursos para fora. Vamos explorar cada uma das alternativas mais comuns.

Fundos de investimento

Dentro do mercado brasileiro há diversas opções de fundos de investimento que investem parte do seu portfólio em ativos no exterior. Desde os fundos de ações e multimercados até os de renda fixa.

Ainda existem opções de fundos de investimento no exterior, que investem pelo menos 40% dos seus recursos fora do país. Ou mesmo os fundos cambiais, voltados para proteção através de outras moedas.

ETF

Os ETFs, ou Exchange Traded Funds, são fundos comercializados como ações. Normalmente eles replicam algum índice, como o Ibovespa. Nesse exemplo, caso o Ibovespa tenha uma alta no mês, seu ETF vai acompanhar esse movimento.

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Desta forma, é possível investir em fundos de índice que replicam o S&P 500 através da bolsa brasileira e ter assim parte do seu patrimônio investida na principal referência do mercado acionário dos Estados Unidos.

A principal vantagem da utilização de ETFs é a possibilidade de diversificação com um investimento de valor baixo e tributação de 15% sobre o lucro obtido.

BDR

Para investidores qualificados, há a opção dos BDRs, sigla para Brazilian Depositary Receipts. Em suma, são valores mobiliários negociados na bolsa brasileira, da mesma forma que ações brasileiras. Porém lastreados em ações estrangeiras.

Através dos BDRs, o investidor pode ter acesso ao investimento em empresas como o Google ou a Apple sem a necessidade de investir por meio de uma corretora estrangeira.

Para auxiliar o investidor a B3 fornece a lista completa de BDRs disponíveis através do seu site. É bom prestar uma atenção especial quanto a liquidez do investimento.

COE

Os Certificados de Operações Estruturadas são opções de investimento que combinam operações de renda fixa e variável. Sendo assim, uma embalagem para diversos tipos de estruturas, inclusive internacionais.

Através desse veículo, você pode realizar investimentos atrelados a diversos índices de ações, moedas e setores. É possível, por exemplo, ter acesso a fundos de investimento internacionais voltados a empresas inovadores no setor de Saúde Digital.

Além disso, esses investimentos são mais uma alternativa que não depende de valores muito altos e nem de envio do dinheiro para o exterior. Finalmente, grande parte das estruturas de COE possibilitam que o seu capital esteja protegido contra um cenário de queda, detalhe importante para o investidor que está entrando em novos mercados e se sente inseguro.

Abrindo uma conta no exterior

Abrir uma conta em uma corretora estrangeira e realizar os investimentos diretamente no mercado internacional está cada vez mais simples.

O primeiro passo é escolher uma corretora, onde você precisa prestar atenção a dois pontos. O primeiro é checar se a corretora aceita não-residentes como clientes. Após isso, é necessário checar a segurança da instituição. Observe se ela possui os devidos registros de atuação no país de origem. Feita a escolha, é só enviar os documentos e abrir a conta.

Com a conta aberta, será necessário fazer o envio do dinheiro para o exterior. Isso pode ser feito através de uma remessa internacional, realizada por meio de banco ou corretora autorizada pelo Banco Central. Nessa etapa, normalmente são cobradas tarifas pela instituição financeira e ainda há o pagamento de IOF, a uma alíquota de 1,1% sobre o valor enviado, caso as duas contas sejam de mesa titularidade ou de 0,38% se as titularidades forem diferentes.

A cotação do câmbio para a transferência internacional se baseia no câmbio comercial, porém com um adicional.

Com a conta aberta e o dinheiro lá fora, o investidor já pode operar no mercado internacional. Vale prestar atenção quanto as regras de tributação específica de cada investimento e considerar que a variação cambial também representa lucro, já que a apuração é feita em reais.

Esta é a função de um Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior do que o gerente do seu banco ou corretoras digitais e monitorar o mercado em busca de oportunidades que se enquadram em sua realidade, são atribuições do Assessor de Investimentos.

O papel dele é unir seus objetivos pessoas e profissionais, momento financeiro, perfil de investidor e avaliar o mercado para te apoiar com os investimentos que estiverem alinhados com seu momento.

Disponibilizo abaixo, a oportunidade de você realizar um diagnóstico e tirar todas as suas dúvidas sobre investimentos, conversando com um especialista no assunto.

Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

Italian Trulli

A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

Se você faz parte dessa espécie de investidor que está em risco de extinção, confirme seus dados no formulário abaixo e fale com nossa equipe. Vamos te ajudar, sem dor e sem custo.