Investimentos em inovação sofrem queda, aponta IBGE

Denisson Antunes
Editor e Redator de notícias. Especializado em Comunicação para Web, atua há 11 anos na área em colaboração com algumas das principais agências de notícias e publicidade do país.Escreve sobre tenologia, investimentos, mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias Eu Quero Investir.

Crédito: Pixabay

Os investimentos em inovação sofreram uma queda entre os anos de 2015 e 2017, de acordo com levantamento feito pelo IBGE.

Serviços, eletricidade e gás estão entre os setores que promoveram a redução de fatia maior dos investimentos.

Entre os principais fatores para a queda, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a Pintec (Pesquisa em Inovação) apontaram os riscos econômicos que afetaram o período e que foram considerados como decisivos nas decisões de redução de custos.

Conforme indica a análise feita pelo IBGE, a retração verificada no período apontado prejudicou de forma direta os projetos e iniciativas de inovação que, além da queda de resultados, ainda registrou uma menor participação do governo nos incentivos, o que também contribui para acentuar a redução.

A pesquisa apontou que entre 2015 e 2017, de um total de 116.962 empresas, 33,6% daquelas que contavam com dez ou mais funcionários, desenvolveram alguma linha de inovação, seja em processos ou em produtos.

Em comparação com triênio anterior compreendido entre 2012 e 2014, o percentual fica 2,4% abaixo, época em que se atingiu 36%. Apesar da redução significativa, a pesquisa também indica que dentro do cenário, entre 2014 e 2017 cerca de 40 mil empresas conseguiram promover algum tipo de inovação.

Queda nos investimentos prejudicou mais a indústria

A queda nos investimentos em inovação, de acordo com a pesquisa, prejudicou de forma mais direta a indústria. Em 2014, o percentual verificado no setor foi de 36,4% e em 2017, ele caiu para 33,9%. A título de curiosidade, esse é o menor percentual verificado nas últimas três edições da pesquisa.

Dentre as empresas do setor industrial, mais de 80% aponta que os riscos econômicos foram a principal preocupação a impedir investimentos.

No que diz respeito aos incentivos do governo, o recuo de 39,9% em 2014 caiu para o patamar de 26,2%, em 2017.

Os financiamentos à compra de equipamentos e máquinas, tido como uma das principais fontes de incentivo, são fatores indicados como responsáveis por puxar essa queda. Os números também ressaltam uma queda de 29,9% para 12,9% no total de empresas que realizaram essa modalidade de empréstimo.

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