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Imposto de Renda e Investimentos: o que você precisa saber

Você sabe como declarar o imposto de renda dos investimentos feitos no mercado financeiro? Neste artigo, ajudamos a esclarecer as suas dúvidas.

Imposto de Renda e Investimentos: o que você precisa saber
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Mesmo que o desempenho de seus investimentos não tenha sido como você esperava em 2018, eles precisam fazer parte da sua declaração de Imposto de Renda (IR). E por saber que todos os anos, nessa mesma época, as dúvidas pairam sobre a cabeça dos investidores, criamos um guia para ajudar na hora do acerto de contas com o “Leão”.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By edan3

Para começar, uma coisa precisa ficar bem clara para evitar que você caia na temida malha fina. Todas as aplicações feitas ao longo de 2018 precisam fazer parte da sua declaração anual de Imposto de Renda. Até mesmo aquelas modalidades isentas, como poupança, LCI e LCA, por exemplo, devem ser declaradas. Por quê? Para ajudar a explicar o motivo do aumento do seu patrimônio.

Por onde começar?

O primeiro passo é ter em mãos o Informe de Rendimentos e isso, você consegue com as instituições financeiras onde o seu dinheiro está investido. Geralmente, o documento fica automaticamente disponível a partir do último dia de fevereiro no portal do seu banco na internet, ou, na sua plataforma de investimentos.


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Tendo o Informe de Rendimentos, você já pode lançar as informações nele contidas no programa da Receita Federal para fazer a declaração de IR. Neste ano de 2019, o programa estará disponível para download a partir de 28 de fevereiro.

Para fazer a declaração, existem dois caminhos:

  • Pelo computador convencional, baixando o programa no site da Receita Federal. Basta preencher o formulário e enviar a declaração pelo mesmo programa no qual você preencheu o formulário.
  • Se preferir, também pode usar o smartphone ou tablet. Neste caso, é preciso baixar o aplicativo chamado “Meu Imposto de Renda”, que pode ser encontrado de graça para download nas lojas do Google Play e da App Store. O processo de preenchimento do formulário e envio da declaração é igual ao feito no computador convencional.

Declarando Bens e Direitos

Geralmente, investimentos feitos no mercado financeiro são declarados na aba Bens e Direitos – ao lado de imóveis e automóveis – no programa de declaração de IR da Receita Federal.

Os Bens e Direitos precisam ser listados um a um, incluindo seu código, conforme consta no programa. Os outros dados financeiros solicitados serão aqueles contidos no Informe de Rendimentos. Basta transcrever as informações.

O processo é simples, porém, é preciso ter atenção! Muita gente ainda se confunde na hora de informar o código correspondente ao tipo de investimento feito.

Outra dúvida diz respeito aos valores dos investimentos. Por exemplo: no caso de fundos de ações e LCIs, o valor a ser declarado é o do histórico, ou seja, do aporte inicial do investimento. O rendimento somente será declarado quando for feito o resgate, houver vencimento de títulos ou come-cotas .

Declaração completa ou simplificada?

A Receita Federal ainda não divulgou detalhes da declaração de Imposto de Renda 2019, mas, o que já se sabe é que ele vai do início de março até o último dia útil do mês de abril. O tempo é curto, por isso, quanto antes você se adiantar com o levantamento dos documentos e dados necessários, mais fácil ficará declarar o IR.

O preenchimento da declaração anual de Imposto de Renda pode ser feito de duas maneiras:

  • Declaração Completa: Essa é a melhor opção para quem tem dependentes, paga colégio particular, plano de saúde e previdência privada tipo PGBL, usando as despesas citadas para conseguir uma restituição maior ou reduzir o imposto a pagar.
  • Declaração Simplificada: Quem prefere essa opção, está abrindo mão de todas as deduções, como gastos com educação e saúde. Porém, tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, até o ano passado, limitada a R$ 16.754,34.

Investimentos e Imposto de Renda

Para facilitar a sua vida e evitar que você leve aquela “mordida do Leão”, explicamos abaixo como declarar cada tipo de investimento. Confira:

  • Ações: Diferentes tipos de ações devem ser declaradas separadamente também na aba Bens e Direitos. O contribuinte deve preencher a quantidade, a ação e o valor total da compra;
  • Fundos de investimento: Ainda na aba Bens e Direitos, informe a quantidade de cotas e identifique o fundo pelo seu CNPJ ao descrever o investimento;
  • Tesouro Direto: Também deve ser declarado em Bens e Direitos. Faça um lançamento por título, detalhando a quantidade, o agente emissor, o CNPJ e a data da aplicação;
  • CDB, LCI, LCA e Debêntures: Utilize as informações do Informe de Rendimentos para preencher esses investimentos, que, apesar de serem isentos, também são declarados em Bens e Direitos;
  • Previdência Privada: Se você aplica através do Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o saldo deve ser informado em Bens e Direitos. No caso de quem investe pelo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), as contribuições devem ser informadas em Pagamentos Efetuados. Nessa segunda modalidade, pelo modelo completo de declaração, pode-se abater até 12% do rendimento total tributável,
  • Poupança: É isenta, mas os saldos devem ser informados na aba Bens e Direitos. Já o rendimento deve constar na aba de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

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*Fonte: Receita Federal

Fuja da Malha Fina

Erros de digitação, omissão de rendimentos e a falta de uma análise da declaração de Imposto de Renda são alguns pontos que merecem atenção. De acordo com a Receita Federal, cerca de 30% dos contribuintes ficam retidos  por alguns deslizes durante o preenchimento da declaração.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By monkeybusiness

A principal orientação para não cair na malha fina é ter o máximo de atenção no preenchimento da declaração, além de não mentir sobre seus rendimentos.

Você deve fornecer todas as informações de maneira correta, não omitindo receitas e, principalmente, não declarando despesas que não existiram.

Abaixo, dicas para evitar cair na malha fina:

  • Preencha com atenção e confira a digitação dos valores;
  • Evite informações conflitantes (entre fontes pagadoras e recebedoras);
  • Caso tenha mais de uma fonte pagadora, informe todas;
  • Não omita rendimentos;
  • Confira as condições para declarar dependentes;
  • Não informe despesas diferentes dos recibos;
  • Liste todas as suas aplicações financeiras;
  • Não esqueça dos bens e doações,
  • Lembre-se que o aumento do seu patrimônio precisa ser compatível com sua renda.
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*Fonte: Receita Federal
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Patrícia Auth

Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.

Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.

Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

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