Investimento de R$ 2,34 trilhões deve ser feito no setor de energia até 2029

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo
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Crédito: Reprodução Marcello Casal jr/Agência Brasil

O setor energético precisa de investimento de R$ 2,34 trilhões até 2029, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia, apresentado pelo Ministério de Minas e Energia. E o Brasil vai saltar de sexto para quarto produtor de petróleo do mundo em 2029.

Do total, R$ 1,9 trilhão serão aportados nos segmentos de petróleo, gás natural e biocombustíveis e R$ 456 bilhões em geração centralizada ou distribuída de energia elétrica e linhas de transmissão, informoi o Correio Braziliense.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o programa é referência para o setor, Pois proporciona a segurança energética que o país precisa para o desenvolvimento econômico. “O mundo passa por uma transição energética, por isso temos que ter cuidado no planejamento”, destacou.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Reive Barros, destacou que o PDE tem por objetivo assegurar a infraestrutura necessária com oferta de energia para atender o desenvolvimento do país.

Segundo ele, as premissas consideradas dão conta de que a população do país vai crescer a uma taxa média de 0,6% ao ano. Assim, chegando a 2029 com 224 milhões de habitantes. A pesquisa considera vários cenários para a economia. Mas a referência é de um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,9% por ano. E expansão de 2,2% do PIB per capita ao ano.

Energia

O setor de energia elétrica deve receber R$ 456 bilhões em investimentos. Ssendo R$ 303 bilhões em geração centralizada, R$ 50 bilhões em geração distribuída. E R$ 104 bilhões em transmissão. Com isso, a capacidade instalada do país, atualmente em 176 GigaWatts (GW), terá acréscimo de 75 GW até 2029, atingindo 251 GW.

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Assim, a geração centralizada vai passar de 161 GW para 221 GW. Com acréscimo de 60 GW, ou alta de 37% em 10 anos. A autoprodução deve passar de 13,2 GW para 18 GW, aumento de 41%. A geração distribuída deve saltar do atual 1,3 GW para 11,4 GW, expansão de 43%. Em transmissão, as redes passarão de 154,4 mil quilômetros (km) para 203,4 mil km, expansão de 32%.