Investigado pela PF, Temer afirma que não tem medo de ser preso

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, chegou a mais uma fase, de número 51. O alvo, dessa vez, é uma suposta propina para obras ambientais da Odebrecht com a Petrobras. O valor das obras chega a US$ 825 milhões e a propina, segundo o delator da Odebrecht, Márcio Faria, seria de 5% desse valor (aproximadamente US$ 40 milhões). O MDB teria recebido esse percentual, que foi definido em duas reuniões, na qual uma delas, Michel Temer teria participado, no ano de 2010.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com
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De acordo com Faria, o MDB ganhou a propina em troca do fechamento do contrato com a Petrobras. Também teria participado da negociação, João Augusto Henriques, lobista do MDB. Henriques teria feito a intermediação entre o partido e a construtora.

Políticos teriam participado de acerto

Em julho de 2010, conforme depoimento do delator, o valor da propina teria sido acertado. E aí, Faria teria sido chamado para uma reunião onde políticos do MDB estiverem presentes, entre eles Michel Temer, Henrique Eduardo Alves (ex-ministro do governo Temer) e Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara dos Deputados).

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A segunda reunião não teve a presença de Temer, somente de Alves e Cunha, que se mostraram de confiança do atual presidente do Brasil. De acordo com o delator Márcio Faria, em momento algum se falou em valores, mas ficou bem claro para ambas as partes que a Odebrecht faria o pagamento da propina ao MDB, caso o contrato com a Petrobras fosse assinado.

“Eu fui lá para abençoar esse compromisso. Falei que estava de acordo. Eu confirmei que honraria os compromissos”, contou Faria.

Durante delação premiada, Faria também confirmou que o valor de 5% se trata, sem dúvida alguma, de propina. “Totalmente vantagem indevida, porque era um percentual em cima de um contrato”, afirmou.

Temer não tem medo de ser preso

Em entrevista, nesta segunda-feira (07), Michel Temer afirmou em alto e bom tom, que não tem medo de ser preso quando deixar a presidência da República. Em poucas palavras, o atual governante do Brasil completou: a prisão seria uma “indignidade”.

Michel Temer também é citado na Operação Skala, que investiga se o político teria editado um decreto para beneficiar empresas portuárias em troca de propina.

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