Investidores apostam cada vez mais em ações

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A pandemia de coronavírus e seus desdobramentos econômicos fizeram as bolsas do mundo todo oscilarem muito no último mês. No Brasil, a queda nas ações do Ibovespa chegou a 30%, em seu pior desempenho desde 1998.

Ainda assim, o número de investidores do mercado de ações subiu no mês, chegando a quase 300 mil novos investidores. O que explica esse movimento?

Para a assessora da EQI Investimentos Clara Cristina de Souza Sodré, a explicação é que a mentalidade do brasileiro mudou em relação à Bolsa de Valores.

“Com a taxa básica de juros baixa, o investidor já entendeu que quem quer rentabilidade precisa correr riscos”, avalia.

Atualmente, a taxa básica de juros do Brasil, Selic, se encontra em 3,75% ao ano, com tendência de novos cortes até o final do ano. O Boletim Focus, que projeta as expectativas de mais de 100 instituições financeiras, prevê que a taxa deve fechar o ano em 3,25%.

Com isso, o mercado de ações tende a se tornar ainda mais interessante perante os outros investimentos.

Ações: comprar na baixa e vender na alta

A máxima do “comprar na baixa e vender na alta” também parece que foi entendida por boa parte dos investidores.

“A queda considerável da Bolsa se tornou uma oportunidade incrível. As pessoas viram as empresas sendo negociadas abaixo do valor patrimonial”, afirma.

Ela conta que realmente vem sentindo um aumento considerável de procura por ações pelos novos investidores. E a busca é sempre por empresas mais sólidas, que tendem a resistir bem ao período da crise.

Quem é o novo investidor da bolsa?

Segundo levantamento da Bovespa, o número de pessoas físicas que se tornaram investidores passou de 1,94 milhão em fevereiro para 2,243 milhões em março. No ano, os estreantes chegam a 562 mil.

Dos novos investidores de março, 75,3% são homens, 24,4% são mulheres, e 1,3%, pessoas jurídicas. Dentre as pessoas físicas, a faixa etária com o maior número de investidores é de jovens entre 26 e 35 anos (732 mil) e entre 36 a 45 anos (605 mil).

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