Investidor estrangeiro não dá sinais de voltar à Bolsa brasileira

Jéssica De Paula Alves
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Apesar de a aprovação da reforma da Previdência ter empolgado o investidor local, o estrangeiro ainda não dá sinais de que retornará à Bolsa brasileira tão cedo, de acordo com o site IstoÉ Dinheiro. Isso ocorre desde 2018, com a realização da greve dos caminhoneiros. E as incertezas do mercado no período de eleições gerais.

Assim, o ano  fechou com saldo negativo de R$ 5,6 bilhões desses recursos. Porém, para o ano de 2019 as expectativas eram boas, com a retomada dos investimentos estrangeiros. Mas a realidade está sendo outra. De acordo com a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, até 1 de novembro, segundo dados da B3, o saldo está negativo em R$ 5,9 bilhões. Ou seja, um recorde de saídas.

Perdas superaram 2008

Outro levantamento divulgado na reportagem mostra que os índices de perdas superaram o mesmo período de 2008, quando ocorreu a crise econômica global. Em outubro, o saldo foi pior do que no mesmo mês de 2018, período eleitoral: R$ 8,4 milhões no vermelho ante R$ 6,2 milhões de um ano atrás.

Isso gerou os efeitos desse desinteresse estrangeiro pelo Brasil. A desvalorização cambial e a espera adiada de uma valorização mais intensa dos ativos são exemplos.

Para o economista-chefe da corretora Necton, André Perfeito, a espera da volta do capital que vem de fora do País ainda pode demorar e frustrar expectativas.

“As reformas empolgaram o investidor local. Além disso, os juros mais baixos empurraram esse cliente para a Bolsa em busca de rentabilidade. O que levou à valorização do Ibovespa. Nesse processo, teve gente que comprou na esperança de vender os papéis na alta para o estrangeiro. Mas o estrangeiro não é bobo, não vai comprar o ativo mais caro. Em um momento em que a América Latina está tão confusa”, diz Perfeito.

Ele comenta ainda que o investidor estrangeiro está mais reativo. “Eles vão esperar os resultados das reformas e não apostar nas expectativas.”

Para ele, o otimismo do estrangeiro em relação ao Brasil deve aumentar quando os indicadores de crescimento do País voltarem a avançar. Frasson afirma ainda que os recordes registrados na Bolsa são frutos de uma visão local.

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“O Ibovespa, para quem olha os valores em dólar, está longe das máximas.”

Aposta no investidor local

A falta de empolgação com o mercado brasileiro ficou evidente em eventos recentes, nos quais se esperava maior participação do capital externo. Na última semana, a oferta secundária de ações (“follow on”) do Magazine Luiza, que tinha expectativa de vender 60% dos papéis para estrangeiros, terminou com apenas 40% nas mãos de aplicadores externos. O restante ficou com investidor local.

É justamente no aumento de demanda interna e no fato de que o brasileiro ainda investe pouco em ativos de renda variável que está a grande aposta de quem tem expectativas positivas para o mercado local, mesmo sem recursos de fora do País.

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O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

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