Intenção de consumo das famílias sobe 2,1% em agosto, aponta CNC

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 2,1% em agosto ante julho, para 70,2 pontos. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (23).

De acordo com a CNC, em relação ao resultado de um ano atrás, a alta foi de 6,1%. Com o aumento mensal na margem, o terceiro consecutivo, o ICF atingiu maior patamar desde abril (70,7 pontos). Entretanto, ainda se encontra abaixo do quadrante favorável, de 100 pontos.

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O desempenho foi impulsionado por uma melhora no tópico da perspectiva de consumo. O item teve alta de 5,6% em agosto ante julho, para 70,7 pontos. Conforme a CNC, foi o melhor cenário para o tópico, desde maio do ano passado. Na comparação do mesmo mês de 2020, houve alta de 16,1%.

Comportamento dos itens pesquisados pela CNC

Ao detalhar sobre comportamento dos sete tópicos usados para cálculo do ICF, a entidade destacou que todos registraram avanço em agosto. Além da perspectiva de consumo (5,6%), emprego atual (0,4%), perspectiva profissional (2,2%), renda atual (1,8%), acesso ao crédito (0,7%), nível de consumo atual (3,7%) e momento para duráveis (1,7%).

Na comparação com agosto do ano passado, houve alta em seis dos sete tópicos. A única exceção foi o tópico acesso ao crédito (-1,1%).

Em nota sobre o indicador, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, observou que, em meio à pandemia, o indicador se mantém em alta por conta de fatores como o aumento da imunização contra Covid-19 e perspectiva de melhoria econômica.

“De modo geral, a população tem se sentido mais segura para consumir. Seja no ato de sair de casa para comprar ou de gastar com a confiança de que vai haver salário no fim do mês. Mas é preciso manter todos os cuidados de higiene e prevenção, em especial diante de novas cepas do coronavírus, que nos deixa em maior alerta”, afirmou Tadros, no comunicado sobre o indicador.

Conforme a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, o ICF deste mês mostra que a expectativa das famílias é de ambiente econômico mais positivo. Isto é “percebido no curto prazo” com possibilidade de se prolongar para longo prazo.