Intenção de consumo das famílias cai pelo quinto mês consecutivo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Freepik

A intenção de consumo das famílias brasileiras segue em queda pelo quinto mês consecutivo. É o que aponta pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o estudo, no mês de agosto a intenção de consumo registrou queda de 0,2%, chegando a 66,2 pontos.

Este é o pior índice para um mês de agosto desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. A queda em relação a julho, contudo, é a menos intensa registrada nos últimos cinco meses. Entre junho e julho, por exemplo, o recuou foi de 4%.

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Em comparação com o mesmo mês de 2019, o recuo foi de 27,6%. O indicador está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, confirma a cautela dos brasileiros quanto à renda. “O momento atual permanece incerto e os resultados negativos já demonstram desaceleração”, disse.

Perspectivas quanto aos próximos meses melhoram

Após três quedas seguidas, Perspectiva Profissional foi o item que apresentou o maior crescimento em agosto (+4,6%), chegando a 70,8 pontos.

A Perspectiva de Consumo seguiu o mesmo caminho, registrando variação positiva (+1,5%), após quatro meses de retração, e alcançando 60,9 pontos.

“Apesar de as famílias ainda demonstrarem uma percepção negativa em relação ao consumo atual, as expectativas para o longo prazo já são otimistas”, ressalta a economista da CNC Catarina Carneiro da Silva.

Pessimismo quanto ao momento atual

O momento atual, no entanto, ainda apresenta resultados negativos. O Emprego Atual recuou 0,5%, seu quinto resultado negativo seguido, mas o menos intenso em cinco meses. Com 85,1 pontos, o item terminou agosto como o mais alto entre os índices da pesquisa.

Já a Renda Atual registrou retração de 3,4%, também a quinta consecutiva, chegando a 76,8 pontos. É o menor nível da série histórica.