Instituição Independente Financeira (IIF) do Senado revisa projeção do PIB

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: Pinterest

A Instituição Independente Financeira do Senado (IIF) revisou a previsão para o PIB do Brasil em 2020 de -6,5% para -5,0, segundo informações do Blog do Vicente, do Correio Braziliense.

O cenário base considerado para as novas projeções englobam a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 2,0% ao ano, a inflação acumulada em 3% no período e o desemprego batendo na casa dos 13,5%.

Em relação à previsão do PIB para 2021, a IIF está mais pessimista do que o mercado, que de uma forma geral, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, manteve o crescimento esperado do Produto Interno Bruto para 3,31% no ano que vem.

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A IIF, por sua vez, elevou sua projeção de 2,46% para 2,8%, ambas menores do que a do Boletim Focus. O crescimento médio previsto do PIB até 2030 para o Brasil é de 2030 para o órgão ligado ao Senado Federal.

Dívida pública pode chegar a 100% do PIB em 2022

Outra parte do relatório da IFI divulgado pelo Blog do Correio Braziliense tratou das projeções em torno da dívida pública em relação ao PIB do Brasil.

Segundo os novos números, o rombo das contas públicas poderá chegar a 100% do PIB do Brasil em 2022, no cenário mais pessimista. No cenário comum, a expectativa é que alcance o índice em 2024.

Se o cenário menos pessimista persistir, a IFI acredita que a dívida pública poderá bater na casa dos 112,4% até 2030. No mais pessimista, o número pode chegar ao assustador índice de 156% dentro de uma década.

“O risco de descumprimento do teto em 2021 continua alto, mas cenário melhorou em relação à revisão de junho. Para cumprir o teto de gastos em 2021, as despesas discricionárias do Executivo deverão ir a R$ 112,7 bilhões ou 1,5% do PIB, patamar historicamente baixo para esse conjunto de gastos. Nesse contexto, há muito pouco espaço para novas despesas primárias em 2021, especialmente um novo programa de transferência de renda ou de investimento em infraestrutura”, diz o documento da IFI.

Por outro lado, o déficit primário nas contas do governo central em 2020 está com uma projeção menor do que a anterior, divulgada em junho, caindo de R$ 877,8 bilhões para R$ 779,8 bilhões.

Segundo a IFI, a expectativa da a dívida pública bruta em relação ao PIB  para o fim deste ano passou de 96,1% do PIB, em junho, para 93,1%, em novembro.

O efeito ocorreu pela melhora na arrecadação, principalmente com a perspectiva de uma maior parcela de recolhimento de impostos diferidos entre abril e junho deste ano.

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