Início da pandemia impôs lucro zero ao Grupo Boticário

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

Em live realizada pelo jornal Valor, o presidente do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, revelou que, pela primeira vez em seus 43 anos de existência, a marca teve faturamento zero no início da quarentena. Grynbaum também disse que, por conta da crise, o lançamento de novos produtos está suspenso para preservar o fluxo de caixa.

“Esta crise chegou de forma avassaladora para todo mundo. Até o início de março estava indo tudo bem para o setor de beleza, que é atrelado à renda. A receita zero nunca tinha acontecido, nem mesmo com problemas de troca de sistemas, revelou Grynbaum.

Neste momento, o grupo se prepara para o Dia das Mães que, apesar da pandemia, “não será o pior da história”, acredita Grynbaum.

A respeito das vendas online, o representante do Boticário disse que ela cresceu até quatro vezes e que, 39% dos clientes que realizaram compras online eram novos.

“Aproveitamos as revendedoras e as lojas para ativar as vendas distribuindo cupons de desconto para as compras pelo site. Fizemos uma mudança rápida no formato e algumas iniciativas estavam em versão beta”, disse o empresário ao Valor.

Mesmo com a alta das vendas online, Grynbaum afiram que elas não serão suficientes para uma queda no faturamento em 2020.

O Grupo Boticário, além da marca O Boticário, é dono das marcas Eudora, Beautybox, Vult, MultiB, Beleza na Web e quem disse, berenice?