País registra alta disseminada de preços; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Além da alta dos preços do setor de alimentos, outros itens vêm sofrendo pressão para cima, o que acendeu um sinal de alerta para inflação, segundo reportagem do Valor.

As cotações agropecuárias indicam que a inflação de alimentos vai continuar incomodando, e mesmo o setor de serviços, que teve o nível de atividade mais afetado pela pandemia e se recupera mais lentamente, já deu sinais incipientes de reaceleração.

O IBGE projeta inflação de 3% em 2020, ainda abaixo da meta de 4% deste ano. Em 2021, porém, a “folga” já parece menor: muitas casas preveem inflação ao redor de 3,5%, nível próximo do alvo de 3,75%. O principal risco que poderia levar o IPCA a estourar a meta no período é a incerteza sobre as contas públicas.

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O aumento das inflação dos alimentos percebida pelos brasileiros mais pobres mais do que triplicou em relação à dos mais ricos neste ano. No acumulado do ano até outubro, a inflação das famílias de renda muito baixa foi de 3,68%, enquanto a da alta renda ficou em apenas 1,07%.

As informações são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito para o Estadão/Broadcast, considerando dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA–15), apurado pelo IBGE.

Especialistas veem risco de inflação acima da meta em 2021

A mediana das projeções do Boletim Focus indicam um cenário ainda tranquilo para a inflação em 2021, com folga de 0,6 ponto percentual em relação à meta de 3,75%, entretanto essa opinião não é mais consenso. Muitos especialistas têm revisado para cima suas expectativas para o próximo ano, que agora estão mais perto de 3,5%, e já existem projeções que a inflação ultrapasse o alvo no período. Com informações do Valor.

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Economia deve receber injeção de R$ 138 bi até o final de 2020

O Brasil deve ter uma injeção de aproximadamente R$ 138 bilhões de recursos até dezembro, disse ao Valor o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. De acordo com ele, após o comércio e indústria comandarem o bom desempenho do PIB no trimestre passado, agora é a vez de o setor de serviços liderar a recuperação da atividade econômica.

Dessa forma, este trimestre terá uma boa performance, consolidando a retomada e dando tração para o crescimento em 2021.

Bolsonaro reúne com produtores por causa da alta da soja

Após a alta do arroz, a preocupação do governo agora é com o preço do óleo de soja. No IPCA-15 de outubro, a alta do produto foi de 22,34%, conforme informou o Estadão.

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com representantes do setor de soja, que afirmaram que o cenário de alta dos preços do produto continuar no ano que vem. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os preços internacionais devem continuar subindo em 2021, o que deve contribuir para manter os preços da soja no mercado interno.

Bolsonaro assegurou aos exportadores e processadores de soja do Brasil que não vai interferir no mercado apesar da preocupação com as cotações recordes do grão e os reflexos na inflação do país, de acordo com reportagem do Valor.

O presidente chegou a comentar que a soja não poderia ser toda exportada, em conversa com apoiador na porta do Palácio da Alvorada. “Está ficando um pouco no Brasil ou exportando tudo? Tem que ficar, senão bagunça o preço aqui”, disse.

Cobrança retroativa de plano de saúde deverá ser dividida

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu os reajustes dos planos de saúde entre setembro e dezembro de 2020 por causa da pandemia. A entidade deverá ordenar que a cobrança retroativa dos valores não reajustados seja parcelada ao longo do próximo ano. A notícia é do Estadão.

Maia tenta garantir avanço da reforma administrativa

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse ontem que tenta construir um acordo para iniciar os debates da reforma administrativa ainda em 2020. Não há consenso para instalar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deveria analisar a proposta, porque há uma briga entre os partidos sobre a presidência das comissões, segundo o Valor.

O objetivo é anexar a PEC da reforma enviada pelo governo a outra já aprovada pela CCJ e passar direto para uma comissão especial.

Confiança da construção aumenta em outubro

De acordo com dados de Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada ontem (27) houve aumento de 3,7 pontos na confiança do setor, totalizando 95,2 pontos. Esta é a maior pontuação do ICST desde março de 2014, quando o índice marcou 96,3 pontos. As informações são do Correio Braziliense.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 549 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 157.946. Os novos casos positivados foram 29.787, de um total de 5.439.641.