Inflação pelo IPC-S (FGV) cai 0,01% em fevereiro

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou fevereiro com deflação de 0,01%. Em janeiro o índice medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) tinha sido de 0,59% e na terceira quadrissemana do mês, 0,17%.

O destaque da divulgação foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que teve deflação de 0,53% após a alta de 0,69% da quadrissemana anterior, puxado pelo comportamento da passagem aérea (-0,88% para -6,94%).

Também caíram as taxas de Habitação (-0,15% para -0,38%), puxada pela tarifa de eletricidade residencial (-1,52% para -2,53%); dos Transportes (0,07% para -0,04%), devido ao comportamento da gasolina (-1,03% para -1,47%); e de Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,31%), por causa dos medicamentos em geral (0,10% para 0,03%).

Altas

Outros três grupos tiveram alta em suas taxas: Alimentação (0,30% para 0,35%), com a perda de ritmo na devolução de preços das carnes bovinas (-4,22% para -3,18%); Vestuário (0,22% para 0,27%), puxado por serviços de vestuário (0,32% para 0,71%); e Comunicação (0,02% para 0,06%), por causa da tarifa de telefone residencial (0,53% para 0,80%).

O grupo de Despesas Diversas repetiu no fechamento do mês a mesma taxa da terceira quadrissemana, de 0,16%. O comportamento do grupo foi puxado pela tarifa postal, que avançou de 9,88% para 13,56% e, no sentido inverso, pelos alimentos para animais domésticos, cuja taxa passou de -1,61% para -2,39%.

Itens

Contribuíram para a deflação do IPC-S em fevereiro a alcatra (-8,17% para -7,54%) e o contrafilé (-7,44% para -6,36%), além da gasolina, da tarifa de eletricidade residencial e da passagem aérea.

As principais influências para cima sobre o indicador partiram do tomate (21,22% para 15,44%), do licenciamento e IPVA (1,26% para 1,40%), plano e seguro de saúde (estável em 0,60%), aluguel residencial (0,43% para 0,48%) e automóvel novo (0,34% para 0,42%).

(Fonte: Estadão Conteúdo)