Inflação pelo IPC-S acelera 1,43% na primeira leitura de outubro

Ana Silveira
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Reprodução/FGV

A aceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na primeira quadrissemana do mês de outubro foi puxada por segmentos  como alimentação, educação, leitura e recreação e vestuário, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em relatório divulgado, na manhã desta sexta-feira (8). A alta está refletindo no bolso dos brasileiros de Norte ao Sul já nos primeiros dias do décimo mês de 2021 e já está pesando no orçamento da população.

O índice geral avançou para 1,43% nos primeiros dias do mês, dados idênticos apresentados na última divulgação da instituição. A partir deste o resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 9,61% para 10,45%.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Educação, Leitura e Recreação puxam o IPC-S

Ao todo, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. Entre os grupos que mais registraram acréscimo  foram : Educação, Leitura e Recreação que passou de 2,90% para 4,14%, liderando o ranking na alta, seguido da  Alimentação, de 1,09% para 1,25% e do Vestuário, dos 0,28% para 0,40% e ainda, a  Comunicação, que foi de 0,39% para 0,45%.

Também é importante destacar destacar o comportamento dos itens como passagem aérea que aumentou de 22,70% para 27,47%, das  hortaliças e legumes de 2,51% para  os significativos 4,62%, e das roupas femininas, de 0,12% para 0,41% e tarifa de telefone residencial saltando de 0,38% para 1,60%.

Ainda segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), alguns  itens apresentaram as  maiores influências negativas. São eles o perfume com -1,25 para -1,38; aparelho celular de 0,20 para -0,61; seguido de desodorante de -1,01 para -1,45, arroz de -0,75 para -1,10 e a cebola, de -4,19 para -4,73,

Habitação e transportes registram recuo na variação

O relatório da FVG informou que, em  contrapartida,  que alguns  grupos apresentam um recuo nas suas taxas de variação como  como Habitação que saiu de 2,59% para 2,03%), Transportes  de 1,50% para 1,37%, Despesas Diversas de 0,30% para 0,19% e Saúde e Cuidados Pessoais com 0,14% para 0,11%.

Itens como tarifa de eletricidade residencial apresentou uma queda de 8,52% para 6,35%. Já a gasolina passou de 3,38% para 2,79%; assim como os  serviços bancários, de 0,27% para 0,05% e artigos de higiene e cuidado pessoal, com -0,01% para -0,13%.