Inflação: O que é e como funciona

A inflação nunca foi uma novidade para os brasileiros. Está certo que já faz um bom tempo que o Brasil não convive mais com uma hiperinflação.

Paulo Dalla Rosa
Paulo Dalla Rosa, é um dos fundadores do Portal Eu quero investir, Com mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro, auxiliando neste tempo milhares de investidores a atingirem seus objetivos através deste mercado.Se quiser auxílio para encontrar bons investimentos, basta me chamar via e-mail ou WhatsApp:e-mail: paulo.dallarosa@euqueroinvestir.comWhatsapp: 47 9791-7925
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Há pouco tempo até tivemos uma experiência ruim, quando o IPCA chegou a bater os 10% ao ano, mas nada comparado à época da hiperinflação, antes do plano real.

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O que vamos aprender neste artigo:

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  • Inflação e como ele destrói nosso patrimônio;
  • Qual índice é usado para medir inflação;
  • O que é ganho real como medir e como buscar um ganho real maior;
  • Já que mencionei o IPCA, vamos falar um pouco sobre o principal índice que mede a volatilidade dos preços no Brasil.

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IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

O IPCA é formulado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A partir do IPCA, nós consumidores e investidores, temos uma média de como está à volatilidade dos preços.

Querendo ou não, o nosso sistema, aliás, o sistema econômico  mundial tem a inflação como um dos principais termômetros.

Através da inflação é possível avaliar se a economia está indo bem, ou ruim. Vamos pegar os Estados Unidos como exemplo: atualmente o governo americano vem observando com muita atenção a oscilação dos preços em seu país.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Quando os preços estão subindo, ou seja, a inflação está crescendo, isso, tecnicamente mostra que a economia está aquecida.[/box]

Existe procura suficiente para aumentar os preços. Se os preços estivessem se mantendo, ou caindo, o sinal seria diferente.

Haveria uma preocupação maior com o sistema, sendo que provavelmente, o Banco Central dos Estados Unidos, trabalharia com uma estratégia de juro baixo, ou estável, para tentar fomentar a economia.

Coisa que ocorre por aqui! Atualmente no Brasil temos um IPCA baixo. Aliás, no momento em que escrevo esse artigo, temos em mãos os dados do IPCA referente Fevereiro, e novamente a taxa ficou abaixo das expectativas.

No acumulado dos doze meses, nossa inflação está abaixo dos 3%! Em outras palavras, estamos abaixo do centro da meta.

Centro da meta? Banco Central, o que isso tudo tem a ver com a inflação?

Metas para inflação

Como a grande parte dos países que possuem um sistema financeiro e monetário organizado, temos um Banco Central.

Juntamente com o ministério da fazendo, o nosso Banco Central tem por objetivo manter o poder de compra do brasileiro.

Isso quer dizer que o Banco Central deve ficar de olho no valor de nosso dinheiro. Para isso é preciso manter a inflação em uma faixa razoavelmente benéfica a economia e os brasileiros.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Essa faixa, ou melhor, meta é de 4,25% ao ano, com uma margem de 5,50% ou 3%! Então o limite que inflação pode alcançar é de 5,5% ao ano, ou 3%. Atualmente estamos abaixo do limite![/box]

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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Observando isso, o Banco Central deve estudar bem os seus próximos passos. Provavelmente (já existe a ideia) a taxa de juro (Selic) vai parar abaixo dos 6,75% ao ano.

Mas o que tem a Selic a ver com a inflação? Muita coisa! A inflação é uma métrica da economia, agora pense bem, se o juro fosse zero, por exemplo, muitas pessoas pegaram dinheiro emprestado! Ou seja, as pessoas financiaram mais, comprariam mais, consumiram mais.

Isso faria a “roda” da economia girar mais rápido, inevitavelmente a inflação subiria, uma vez que a procura iria aumentar.

Hoje, é tecnicamente isso que está acontecendo. A nossa taxa de juro caminha para níveis ainda menores, vislumbrando uma retomada mais forte da economia. Retomada que poderia sim, gerar mais inflação no sistema.

Mas o que tudo isso tem a ver com o meu dinheiro? Tudo meus amigos leitores, tudo e mais um pouco!

O impacto da inflação sobre os investimentos!

Para demonstrar de forma prática e sucinta o impacto da inflação sobre os investimentos, e principalmente sobre o seu dinheiro, vou fazer o seguinte exemplo:

Vamos supor que o investidor queira comprar uma geladeira hoje, porém acredita que colocando o seu dinheiro na poupança, além de poupar o capital, poderia fazer um dinheiro extra.dinheiro

Então estipula uma meta de comprar a geladeira no final do ano. A geladeira custa atualmente R$ 1.000,00, e o investidor possui R$ 1.000,00.

Pois bem, ao final do ano, o investidor vai conferir o dinheiro na poupança, e percebe que conseguiu ter um lucro! Lógico, não existe mais R$ 1.000,00 agora ele tem R$ 1.060,00! Excelente, além de comprar a geladeira, ele vai ter uma graninha para investir ou comprar outras coisas.

Ao chegar à loja para efetuar a compra, ele percebe que a mesma geladeira não está mais custando os R$ 1.000,00, mas sim R$ 1.100,00!

O sentimento de alegria por ter acumulado R$ 60,00 se torna frustração. O cidadão não compreende como a geladeira ficou tão cara.

Ao invés de se beneficiar do sistema, nosso querido investidor acabou se tornando vítima. Tudo isso causado por um produto financeiro que não trouxe aquilo que ele queria! O ganho real!

O ganho real

Não gastar o dinheiro agora, investir, e poder utilizá-lo para comprar mais tarde, obtendo um ganho sobre o investimento é algo possível.

Mas deve ser bem estudado. No exemplo anterior nosso investidor não teve a sorte de optar por uma aplicação que lhe rendesse ganho acima da inflação.

No exemplo a inflação seria equivalente a 10% no período. Enquanto a sua rentabilidade com a poupança seria de 6% aproximadamente.

Ou seja, os preços subiram de forma mais rápida do que o rendimento do dinheiro. Porém se ele tivesse optado por um CDB com 120% do CDI, talvez ele tivesse um ganho acima da inflação.

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Vamos supor que nesse caso o CDI estivesse em 12% ao ano, ou seja, 120% do CDI seriam equivalentes a pouco mais de 14% ao ano.

Então, levando em consideração a rentabilidade de 14% ao ano, menos o imposto de renda, que nesse caso incidirá em uma alíquota de 20%, o saldo líquido seria de R$ 1.112,00!

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]O investidor teria ao menos R$ 12,00 sobrando em sua conta ainda! O ganho real seria isso.[/box]

É o rendimento menos a inflação do período!

No momento em que escrevo o artigo, o nosso DI está em aproximadamente 6,75% enquanto a nossa inflação (nos últimos doze meses) está em 2,90%.

O ganho real (bruto) seria de 3,85% (caso o investidor conseguisse uma aplicação que rendesse 100% do DI).

[box type=”note” align=”” class=”” width=””]Resumo: Superar a inflação é o primeiro alvo a se buscar em um investimento. Alguns investidores focam em ganhar 1% ao mês, mas 1% ao mês pode ser ruim dependendo do contexto da economia. Estes investidores deveriam se focar em quanto ganho real estão conseguindo em sua carteira. A longo prazo é o ganho real que você conseguir que vai fazer diferença em seu patrimônio.[/box]