Indicadores de inflação: IGP-10 avança 2,32%, acima da projeção; IPC-S recua

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,32% em junho, ante 3,24% de maio. A projeção era de 2,23%. Houve desaceleração do preço ao produtor, mas a alta das commodities ainda pressiona o indicador.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 15,31% no ano e de 36,94% em 12 meses. Comparativamente, em junho de 2020, o índice variara 1,55% e acumulava elevação de 7,18% em 12 meses.

“A inflação ao produtor apresentou desaceleração e contribuiu para o recuo do IGP. Mesmo assim, o IPA segue pressionado pelo aumento dos preços de commodities importantes. O recuo não foi mais intenso dado o aumento registrado nos preços de energia e gasolina, que impulsionaram a inflação ao consumidor. Na construção civil, reajustes na mão de obra também contribuíram para o avanço do INCC”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

Três outros indicadores compõem o IGP-10: IPA, IPC e INCC, na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,64% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 4,20%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,72% em junho. Em maio, o índice havia apresentado taxa de 0,35%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,81% em junho. No mês anterior a taxa variara 1,02%.

O IGP-10 (Índice Geral de Preços 10) é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) e levanta a variação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Mais indicador: IPC-S

Outra divulgação de indicador de inflação da FGV feita nesta quarta-feira (16) foi o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). Ele variou 0,72% na segunda leitura de junho, ante 0,81% da semana anterior. O consenso era 0,71%.

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação.

A maior contribuição partiu do grupo Habitação (1,62% para 1,34%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 5,34% para 4,10%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,36% para 0,21%), Comunicação (0,25% para 0,04%), Educação, Leitura e Recreação (-0,71% para -0,82%), Despesas Diversas (0,32% para 0,27%) e Vestuário (0,84% para 0,69%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,29% para 0,39%) e Transportes (1,68% para 1,70%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.