Inflação nos EUA: preços ao consumidor avançam 0,8% em abril, bem acima da projeção de 0,3%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Libreshot

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,8% em abril, ante projeção de 0,3%. Comparativamente, em março, o avanço foi de 0,6%.

A variação anual é de 4,2%, quando o mercado aguardava 3,6%. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,9%, quando a projeção era de 0,3%.

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Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

A inflação acima da expectativa do mercado deve aumentar o temor de alta dos juros antes do previsto pelo Federal Reserve (Fed). O banco central americano defende que a alta já era aguardada em um cenário de recuperação econômica e é temporária.

A aceleração da inflação em abril foi a mais alta já registrada em 12 meses. E é também a mais alta para um mês de abril em 12 anos.

Segundo a CNBC, a alta é justificada por uma alta mundial das commodities e também porque a base de comparação era muito baixa em abril de 2020, quando a pandemia ocasionou um fechamento generalizado da economia. Exatamente por isso o Fed considera que a inflação atual é transitória e que deve se estabilizar este ano dentro da faixa de 2% pretendida pelo banco central americano.

Carros e caminhões usados registraram a maior alta de preços no mês, com avanço de 10%. Os alimentos subiram 0,4%. O item energia recuou 0,1%.

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Reprodução/Departamento de Trabalho dos EUA