Inflação acelera: IGP-DI sobe 1,64% em março, aponta FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Unsplash

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,64% em março. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (6) pela Fundação Getulio Vargas, aponta alta em relação a fevereiro, quando o indicador registrou alta de 0,01%.

No ano, o índice acumula alta de 1,75%. No acumulado de 12 meses até março, o resultado é de 7,01%.

O resultado também é superior ao registrado no ano passado. Em março de 2019, o IGP-DI havia subido 1,07% e acumulava elevação de 8,27% em 12 meses.

O IGP-DI é composto em 60% pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou alta de 2,33%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30% do IGP-DI e também teve alta, de 0,34%, em março.

Os outros 10% do IGP-DI são compostos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou 0,26% em março, com recuo em relação a fevereiro, quando subiu 0,33%.

IGP-DI: IPA sobe

O IPA subiu 2,33% em março, após cair 0,03% em fevereiro.

O grupo Bens Finais variou de 0,54% para 0,42% no mês, com destaque para combustíveis para o consumo, que passou de -4,99% para -10,93%.

O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,63% em março, contra 0,62% em fevereiro.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,89% em fevereiro para 1,22% em março. Destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,70% para 2,92%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,67% em março, ante 0,60% no mês anterior.

As Matérias-Primas Brutas subiram 5,63% em março. Em fevereiro, a taxa havia sido de 0,29%. Contribuíram para o forte avanço minério de ferro (-4,03% para 14,39%), soja em grão (-1,09% para 7,33%) e café em grão (-2,07% para 13,19%).

Registraram quedas os itens aves (4,41% para -2,47%), bovinos (2,24% para -0,11%) e algodão em caroço (8,21% para 3,69%).

IGP-DI: IPC também tem alta

O IPC subiu 0,34% em março, depois de uma queda de 0,01% no mês anterior.

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação:

  • Alimentação (0,35% para 1,35%),
  • Habitação (-0,38% para 0,28%),
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,49%),
  • Educação, Leitura e Recreação (-0,53% para -0,28%),
  • Comunicação (0,06% para 0,13%).

Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: carnes bovinas (-3,18% para 0,28%), tarifa de eletricidade residencial (-2,53% para 0,34%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,24% para 0,94%), passagem aérea (-6,94% para -2,72%) e mensalidade para TV por assinatura (0,16% para 0,53%).

Em contrapartida, tiveram quedas:

  • Transportes (-0,04% para -0,13%),
  • Vestuário (0,27% para -0,06%),
  • Despesas Diversas (0,16% para 0,03%).

Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados em automóvel usado (0,43% para -0,22%), roupas (0,36% para -0,18%) e tarifa postal (13,56% para -0,71%).

Custo da Construção cai

O INCC variou 0,26% em março, ante 0,33% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: Materiais e Equipamentos (0,42% para 0,36%), Serviços (0,63% para 0,09%) e Mão de Obra repetiu a taxa do mês anterior, que foi de 0,21%.

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