Indústria de SP vendeu 8,9% mais em janeiro

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Emir Krasnić/Pixabay

A indústria paulista registrou alta de 8,9% nas vendas reais de janeiro, conforme foi divulgado pela Agência Brasil ontem (11). De acordo com a publicação, os dados foram levantados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Entretanto, as vendas não foram o único destaque positivo, já que outros campos do setor também tiveram melhorias. Por exemplo, o tempo de trabalho: as horas cumpridas na produção industrial, no primeiro mês de 2020, subiram 1,1%. Enquanto a utilização da capacidade instalada marcou 75,6% no mês de janeiro. Ou seja, teve um aumento de nível em 0,4%. Por outro lado, porém, os salários médios sofreram queda de 0,1%.

Assim, tendo em conta a produção da indústria nacional, a paulista, entre dezembro e janeiro, é considerada um destaque. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 15 locais, São Paulo despontou. Sendo o maior parque do país, a indústria paulista cresceu 2,3%, puxando a alta do indicador.

Em nota à Agência Brasil, o analista responsável pela pesquisa do IBGE, Bernardo Almeida, deu seu parecer.  “A indústria paulista vem de dois meses negativos, em que acumulou queda de 3,7%. O resultado de janeiro foi o mais alto desde agosto de 2019 (3,2%). Essa alta foi impulsionada pelos setores de veículos automotores, máquinas e equipamentos e metalurgia”.

Também em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse à Agência Brasil que a indústria deve continuar crescendo durante o ano. “Apoiado pelo baixo nível da taxa de juros (Selic) e pela expansão do crédito, o quadro é de melhora da atividade industrial nos próximos meses. O processo de retomada está consolidado.” Ainda assim, Skaf considerou que a epidemia de coronavírus pode vir a afetar o desempenho da economia mundialmente. “Temos agora o risco do efeito cornonavírus na economia global.”