Indústria de seguros registra alta expressiva em janeiro

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

No mês de janeiro deste ano, o setor de seguros registrou um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2019 e à média móvel de 12 meses, respectivamente 17,6% e de 12,6%.

Em janeiro, a receita atingiu a cifra de R$ 23,6 bilhões e R$ 273,7 bilhões nos 12 meses acumulados até janeiro. Cabe ressaltar que o avanço em janeiro deste ano aconteceu sem considerar as receitas de saúde suplementar e o DPVAT. As informações são da Confederação Nacional de Seguradoras (CNseg).

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, no relatório de conjuntura da entidade explica que resultado de janeiro de 2020 foi influenciado pelo crescimento da maioria dos segmentos e ramos na comparação com o mesmo mês de 2019, com destaque para  a contribuição dos seguros de Vida Risco e os PGBL e VGBL, além do ramo Patrimonial o do segmento de danos e responsabilidades, entre outros de grande densidade no setor. “Um começo de ano melhor do que 2019”, ressalta Coriolano.

Para mês de janeiro de 2020, era esperado o recuo em comparação com dezembro, devido ao grande volume de vendas no final do ano, principalmente no caso de plano de acumulação (PGBL e VGBL), que caíram 15,8% na virada de mês.

Em relação as médias móveis de 12 meses de dezembro de 2019 e janeiro de 2020, foi observado que o setor de pessoas subiu de 15,1% para 15,8%, a demanda de planos de riscos-pessoas apresentaram uma pequena desaceleração de 11% para 10,4%, compensadas pelo aumento de 16,7% para 17,8% nos planos de acumulação. Enquanto isso, os títulos de capitalização declinaram de 13,8% para 13,1%.

Segundo Coriolano, “o enorme desafio, doravante, será a sustentação dos resultados obtidos em 2019 e até janeiro deste ano, em cenário previsível de contração da atividade econômica provocada pelos efeitos do Coronavírus, e da restrição da circulação geral para a prevenção do COVID 19. Há grande consenso sobre o impacto adverso das necessárias medidas que vem sendo tomadas pelos Governos sobre a produção, o emprego e a renda.”