Faturamento da indústria cresce 37,8% entre maio e agosto

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
1

Crédito: Pikist/indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (06) a pesquisa de Indicadores Industriais. O faturamento aumentou 2,3% em agosto na comparação com julho e 37,8% em relação a abril, no auge da crise provocada pela pandemia.

No entanto, com a forte queda de março e abril, no acumulado do ano o faturamento está 3,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2019.

Emprego na indústria

O faturamento real ultrapassou o patamar do início do ano e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) de agosto alcançou 78,1%, 0,8 ponto percentual abaixo do percentual de fevereiro deste ano.

Conheça os Fundos Imobiliários para investir em Outubro

Além disso, agosto foi o primeiro mês de 2020 em que houve aumento de empregos no setor, com alta de 1,9%. Com esse desempenho, o nível de emprego na indústria já se encontra próximo ao patamar pré-crise. A massa salarial registrou aumento de 4,5% em agosto, na comparação com julho.

Apesar do crescimento ter compensado a queda do mês anterior, o indicador ainda não alcançou o nível pré-pandemia. Algumas empresas ainda estão adotando suspensão de contrato ou redução de jornada com redução de salário.

Recuperação econômica

Conforme a CNI, as horas trabalhadas aumentaram 2,9% entre julho e agosto. Isso representa um crescimento de 25,1% em relação a abril, porém queda de 3,3% sobre agosto de 2019.

Confira principais Ações para investir em Outubro

O rendimento médio real pago aos trabalhadores cresceu 2,8%, após ajuste sazonal. Esse tópico é afetado pelos acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato. Na comparação com agosto de 2019, a queda é de 2,2%.

Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os números reforçam a percepção de recuperação em “V” da atividade industrial. Esse tipo de recuperação já vem de alguns meses.

“Importante é que a alta da atividade veio acompanhada pelo crescimento do emprego, o que sugere maior confiança do empresário”, afirma Azevedo.