Índices de confiança empresarial, do comércio e de serviços avançam em maio, aponta FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

A confiança empresarial, de serviços e do comércio subiu em maio, aponta a FGV nesta segunda-feira (31).

O Índice de Confiança Empresarial subiu 7,9 pontos, chegando a 97,7 pontos, maior nível desde março de 2014, último mês antes da recessão de 2014-2016.

O Índice de Confiança do Comércio subiu 9,8 pontos em maio, ao passar de 84,1 para 93,9 pontos, nível mais alto desde outubro de 2020 (95,8 pontos).

Por sua vez, o Índice de Confiança de Serviços subiu 6,4 pontos, para 88,1 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos).

Confiança empresarial

Segundo Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas do FGV IBRE, a confiança empresarial consolida em maio a recuperação esboçada no mês anterior, com destaque para a alta da confiança no Comércio e nos Serviços, dois segmentos que sofreram muito em março com a piora dos números da pandemia no Brasil e a adoção de medidas de restrição à circulação.

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A confiança dos Serviços atinge o maior nível desde o início da pandemia e pode continuar em rota ascendente com a evolução da campanha de vacinação, embora o risco de uma terceira onda de covid-19 continue no radar dos setores mais dependentes da circulação de clientes.

O Índice de Situação Atual Empresarial subiu pela segunda vez consecutiva, agora em 5,7 pontos, para 94,9 pontos. E o Índice de Expectativas subiu 5,4 pontos, para 95,5 pontos, maior nível desde outubro de 2020.

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Reprodução/FGV

Confiança do comércio

O Índice de Confiança do Comércio subiu 9,8 pontos em maio, ao passar de 84,1 para 93,9 pontos, nível mais alto desde outubro de 2020 (95,8 pontos).

A segunda alta consecutiva mais do que compensa a queda observada em março, retornando a patamar próximo ao observado em novembro do ano passado.

A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás. “A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia “, avalia Rodolpho Tobler, responsável pelo estudo.

O Índice de Situação Atual subiu 13,3 pontos, para 94,9 pontos, maior valor desde novembro de 2020 (99,7 pontos), enquanto o Índice de Expectativas aumentou 5,9 pontos para 93,2 pontos, maior valor desde fevereiro de 2021 (95,9 pontos).

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Reprodução/FGV

Confiança de serviços

O Índice de Confiança de Serviços subiu 6,4 pontos em maio, para 88,1 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos).
A confiança do setor melhora pelo segundo mês consecutivo, recuperando não apenas as perdas de 2021, mas retornando ao maior patamar desde o início da pandemia.

“O resultado favorável no mês se destaca para uma avaliação mais positiva sobre os indicadores que medem a situação no momento, indicando aumento no volume de demanda por serviços após período de restrições mais rígidas entre março e abril. A expectativa é que a expansão do programa de vacinação atingindo uma parcela maior da população contribua para a continuidade da recuperação no setor bastante afetado durante todo o período da pandemia”, diz Tobler.

O Índice de Situação Atual subiu 9,2 pontos, para 84 pontos, maior nível desde março de 2020 (85,2 pontos). O Índice de Expectativas avançou 3,7 pontos, para 92,4 pontos, maior patamar desde outubro de 2020 (95,7 pontos).

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Reprodução/FGV