PMI Brasil indica avanço modesto na indústria brasileira em janeiro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O setor industrial retoma fôlego de maneira mais significativa em janeiro, após desaceleração observada em dezembro de 2019. É o que conclui relatório da IHS Markit, que divulgou nesta segunda, 3, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria brasileira.

O índice cresceu de 50,2 pontos em dezembro para 51 em janeiro, indicando melhoria, mas ainda assim abaixo da média de 2019. Abaixo de 50 pontos, o índice indica retração e, acima, expansão da economia.

O crescimento permaneceu inalterado na categoria de bens de consumo e se fortaleceu na de bens intermediários. Os bens de capital continuaram a indicar uma deterioração. Para 78% dos participantes da pesquisa, haverá crescimento da produção no ano, mas com fabricantes brasileiros relutantes em manter estoques excedentes.

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Destaque ainda para o crescimento do nível de empregos em ritmo mais rápido desde setembro.

“Os resultados recentes do PMI sugerem que o crescimento não conseguiu ganhar uma força significativa. Mas as empresas se mostraram preparadas para aumentar a capacidade, antecipando melhores condições nos próximos doze meses. O grau robusto de otimismo em relação aos negócios indicados no início de 2020 deverá garantir que tanto o investimento quanto o nível de empregos aumentarão no curto prazo, o que é um bom presságio para uma expansão econômica”, afirmou Pollyanna De Lima, economista principal da IHS Markit, no relatório. A IHS Markit prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,7% este ano.